Me espanta a quantidade de atrizes belíssimas e sensuais na televisão. Há algum tempo percebo o quanto é importante ter estes apelos para se conseguir um papel de ponta, e até mesmo de coadjuvante, na televisão ou no cinema. No caso particular do Brasil a coisa ferve. Recentemente tivemos o lançamento de um filme, autobiográfico, baseado na vida de uma "ex" garota de programa. Nada mais justo como também inútil, por assim dizer. É fato que a protagonista do filme em questão é também a mesma da novela mais assistida do país, onde a mesma também interpreta um papel de uma mulher de moral discutível.
Seria exagero meu, ou podemos concluir que para ser um artista respeitado, nos dias de hoje, temos que abusar de nossa sensualidadeao extremo? Deve ser exagero, estive colecionando algumas memórias e pude perceber alguns paralelos. O cinema americano está recheado de atrizes e atores que sempre apelaram excessivamente à sensualidade como meio de grudar o espectador na tela. Sexo vende, é o mote de muitos dos idealizadores destas produções. Exemplos do passado não faltam. O mais emblemático de todos, em minha opinião, é a atriz Marilyn Monroe. Quem conhece a carreira da moça pode constatar o quanto a mesma sofreu para ter seu talento reconhecido como téspia - eu acho que ela não tinha - mas que fora rechaçado em detrimento da sua infantil, mas marcante beleza. Era flagrante a escolha dos estúdios de cinema por papéis sensuais e de pouca profundidade para Marilyn. De fato, a mesma morreu judiando da própria beleza que, psicologicamente falando, tem papel devastador naquele que deseja ser reconhecido pelas suas qualidades mais intangíveis. O suícidio de Marilyn pode e deve ser um alerta.
Definitivamente, nós, os homens, temos predileção pela beleza infértil. Este conceito pessoal me remete ao fato que a beleza exterior deveria ser o elemento mais mundano e sem relevância quando analisamos os atrativos gerais de uma mulher. Chamo de beleza infértil aquela que está muito ao alcance dos olhos e muito longe dos sentidos desenvolvidos. Tudo isto explica o porquê de "comprarmos" produtos audiovisuais que contenham mais e mais belezas inférteis. Os E.U.A são pontuais no oferecimento constante deste conceito em seus filmes, e no endeusamento de astros que vulgarmente chamamos de beauty whores, na tradução livre, prostituidos pela beleza. A imagem dos atores é vendida como carro chefe das produções, ainda mais quando as mesmas são vendidas a um publico mais jovem e mais ávido por sensualidade constante.
Que alerta podemos fazer, como citado no caso de Marilyn Monroe? A beleza tem prazo de validade. Pode parecer obvio, e realmente é. As artes cinematográficas têm como base a profundidade da estória a ser contada, da diversidade psicologica dos personagens e das atitudes dos mesmos. Para o ator existe o mérito de nos fazer acreditar na estória, nos envolver com sua mística e seus repentes de genialidade artistica. A capacidade do improviso, a colocação em cena, a impostação da voz etc. Todos estes itens estão a frente da beleza nua e crua. Exemplos: Al Pacino e Robert De Niro, para homens e Meryl Streep e Vanessa Redgrave para as mulheres (nunca foram sensuais, ou belos, mas esbanjavam talento). O ator que buscar estes padrões certamente terá vida longa nas telas, e sua beleza, ou feiura, serão sempre secundárias aos olhos do grande publico. O que serão das tão sensuais e deliciosas atrizes daqui a trinta, quarenta anos? Seriam as mesmas vedetes modernas, beauty whores, prostituindo suas belezas em troca de fenomenos ereteis disfarçados de aplausos de homens que não apreciam a boa arte? À medida que a escolha das grandes produções sejam de pessoas somente sensuais e belas, a longevidade dos protagonistas será sempre curta. Nos perguntaremos daqui a uns anos: Onde estará a Débora Secco, onde estará a Juliana Paes, onde estará a ex BBB gostosa? Assim como hoje perguntamos: Onde está a Sonia Braga, onde está a Norma Bengel, onde está a Vera Fischer? Todas elas beberam na fonte do aplauso fácil e cairam no ostracismo a medida que suas carnes caíram murchas após a idade.
O talento é eterno, a beleza não.
sábado, 19 de março de 2011
quarta-feira, 9 de março de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
O Homem Que Amava As Mulheres
O trecho abaixo foi retirado do filme O Homem Que Amava As Mulheres (L´Homme Que Aimait Les Femmes) de François Truffaut, 1977, que assisti recentemente. Em tese, sintetiza meu apreço e desejo pela figura feminina em suas mais belas nuances. Me sinto à vontade para dizer que, em nenhuma hipótese, sou ou serei um Casanova, apesar de admira-lo muito. Tampouco me importo sobre algumas opiniões que venham a surgir sobre o meu caráter após citar este filme (fato é que poucos o viram ou ainda o verão), por isso danem-se os hipócritas, prefiro morrer sozinho do que restringir meus pensamentos e opiniões por causa de quem seja. Adaptei o texto de Truffaut, narrado pela personagem principal do filme, Bértrand, para a nossa realidade do hemisfério sul, onde o inverno ocorre no meio de ano e não no início do mesmo. Por fim, a quem desejar saber a razão por eu estar citando um filme cult como este, eu adianto somente que não vou ao cinema, somente assisto aos clássicos. Gosto de um filme que me faça pensar, ou melhor, imaginar a realidade, do que entregar, "de bandeja", a fantasia:
"Para mim não existe nada mais bonito de se ver do que uma mulher andando, desde que com um vestido ou saia que mexa no ritmo de seus passos. Algumas mulheres andam como se tivessem um objetivo; um encontro talvez. Outras apenas passeiam com ar despreocupado. Algumas são tão belas vistas por trás que hesito em ultrapassá-las, temendo ficar decepcionado. Porém, nunca me desaponto. Quando elas não me agradam de frente, me sinto aliviado de certa maneira; pois, infelizmente, não posso ter todas elas.
Milhares delas andam pelas ruas diariamente. Mas quem são todas essas mulheres? Para onde vão? Dirigem-se a algum encontro? Se o coração delas está livre, então seus corpos devem ser pegos, e creio que não tenho o direito de deixar passar essa chance. A verdade é que elas desejam a mesma coisa que eu: elas querem amor. Todo mundo quer amor. Todos os tipos de amor: amor físico, amor sentimental ou simplesmente a ternura desinteressada de alguém que escolheu outro alguém para a vida toda, e não tem olhos para mais ninguém. Não me encontro nessa situação; olho para todas.
As pernas das mulheres são compassos que percorrem o globo terrestre em todos os sentidos, dando-lhes equilíbrio e harmonia.
Como alguns animais, as mulheres praticam a hibernação. Durante dois meses elas desaparecem. Não são vistas. E então, no primeiro raio de sol do verão, como se tivessem combinado ou recebido uma ordem de mobilização, elas aparecem às dezenas nas ruas, com roupas leves e saltos altos. E a vida recomeça.
Uma bela perna é maravilhosa, mas não sou inimigo dos tornozelos grossos. Posso até dizer que me atraem: são a promessa de um alargamento mais harmonioso subindo ao longo da perna. As pernas das mulheres são compassos que percorrem o globo terrestre em todos os sentidos, dando-lhes equilíbrio e harmonia.
Recentemente percebi que no inverno sou atraído por quadris grandes. Entretanto, no verão, gosto dos menorzinhos (citação do blogueiro, a original se refere a seios). Duas pequenas peras andando de braços dados. Mas o que têm todas essas mulheres? O que têm a mais do que todas as outras que conheço? Bem, justamente, o que têm a mais é isso: elas ainda me são desconhecidas."
Merci, Monsieur Truffaut! Trés Belle!
"Para mim não existe nada mais bonito de se ver do que uma mulher andando, desde que com um vestido ou saia que mexa no ritmo de seus passos. Algumas mulheres andam como se tivessem um objetivo; um encontro talvez. Outras apenas passeiam com ar despreocupado. Algumas são tão belas vistas por trás que hesito em ultrapassá-las, temendo ficar decepcionado. Porém, nunca me desaponto. Quando elas não me agradam de frente, me sinto aliviado de certa maneira; pois, infelizmente, não posso ter todas elas.
Milhares delas andam pelas ruas diariamente. Mas quem são todas essas mulheres? Para onde vão? Dirigem-se a algum encontro? Se o coração delas está livre, então seus corpos devem ser pegos, e creio que não tenho o direito de deixar passar essa chance. A verdade é que elas desejam a mesma coisa que eu: elas querem amor. Todo mundo quer amor. Todos os tipos de amor: amor físico, amor sentimental ou simplesmente a ternura desinteressada de alguém que escolheu outro alguém para a vida toda, e não tem olhos para mais ninguém. Não me encontro nessa situação; olho para todas.
As pernas das mulheres são compassos que percorrem o globo terrestre em todos os sentidos, dando-lhes equilíbrio e harmonia.
Como alguns animais, as mulheres praticam a hibernação. Durante dois meses elas desaparecem. Não são vistas. E então, no primeiro raio de sol do verão, como se tivessem combinado ou recebido uma ordem de mobilização, elas aparecem às dezenas nas ruas, com roupas leves e saltos altos. E a vida recomeça.
Uma bela perna é maravilhosa, mas não sou inimigo dos tornozelos grossos. Posso até dizer que me atraem: são a promessa de um alargamento mais harmonioso subindo ao longo da perna. As pernas das mulheres são compassos que percorrem o globo terrestre em todos os sentidos, dando-lhes equilíbrio e harmonia.
Recentemente percebi que no inverno sou atraído por quadris grandes. Entretanto, no verão, gosto dos menorzinhos (citação do blogueiro, a original se refere a seios). Duas pequenas peras andando de braços dados. Mas o que têm todas essas mulheres? O que têm a mais do que todas as outras que conheço? Bem, justamente, o que têm a mais é isso: elas ainda me são desconhecidas."
Merci, Monsieur Truffaut! Trés Belle!
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Ti Piace La Pace?
Vamos dar um tempo nos textinhos sentimentalóides e falar de coisas mais adequadas ao Blog. Minha musa está em outra Egotrip e eu estou "numas" de mandar bala em textos mais adequados à minha personalidade irônica, e de certa forma, patética em alguns aspectos. Acredito que este texto traz alguma utilidade publica, por que não? As pessoas vivem sendo enganadas, ou melhor, tiradas como estúpidas perante diversos conceitos que explodem vez por outra nos meios de comunicação. Alguns conceitos chegam a ditar comportamentos, romper paradigmas e dar diretrizes a pessoas...digamos...despreparadas (estou light nas ofensas hoje).
Todos gostam de paz, não? Aquela paz muito difundida pelo movimento hippie da década de 1960, cujos predecessores, os beatniks, eu admiro muito, pessoalmente. Paz é realmente uma utopia, é algo reconfortante, é simbólica, quase iconoclástica, ou ao menos é o que a contra cultura quis nos dizer. Paz é balela! O mundo nunca estará em paz, e o conceito de paz mundial é risível, coisa de quem é inocente demais, ou talvez alienado demais às questões humanas, sociológicas, encravadas no nosso comportamento pelos milhares anos de nossa existência.
A paz, na prática, é intangível porque é antagônica sob o ponto de vista da nossa espécie. Aliás, de quase todas as espécies. Os conflitos existem para estabelecer-se a paz, pois sem os mesmos a paz não existiria nem em nossos vocabulários. Somos guerreiros, antes de tudo. Nossa civilização somente existe por causa das guerras passadas, as conquistas. A motivação para a conquista de novos mundos, a descoberta de novas tecnologias e bem estar como um todo só veio por causa da vontade em dominar e derrotar o outro. Sem o motivo da rivalidade, a motivação para que a humanidade crescesse iria vir de onde? Da religião? Certamente não, sempre foi o objetivo do catolicismo, por exemplo, ver seus fiéis pobres, ignorantes e sem aspirações, de modo a nunca perderem a fé em sua força magnânima invisível, mas onipresente.
Ora, se a guerra nos faz bem, por que a abominamos? Simples, a busca incessante pela dominação e poder, pode nos levar, enfim, a não existir mais. Até mesmo a guerra tem equilíbrio, ela só persiste quando não nos afeta quanto a perpetuação de nossa espécie. Por isso, o conceito de guerra nuclear é coisa de ficção científica. A única coisa que evitou que duas grandes potências nucleares do século XX, os EUA e a USSR, se destruíssem mutuamente num conflito mundial foi exatamente a idéia que aquele seria o único e último ataque da história da humanidade. Neste caso, o limite para os envolvidos não era somente as baixas humanas, e as ecatombes econômicas a seguir, mas sim o próprio conceito de autoextinção, este sim, um freio natural para qualquer conflito.
É fato que, durante o período da Guerra Fria, experimentamos uma "paz" interessante, onde guerras em escala mundial como a I e a II não ocorreram. Seria loucura, mas a teoria é que duas potências antagônicas que podem se destruir, umas as outras, são um grande impulso para a paz mundial. O simples fato de uma poder monitorar e destruir a outra já são brochantes o suficiente para que as duas tentem iniciar um conflito. Funcionou naquele período, mas só naquele período. Vêem como o conceito de paz, pela paz, é ridículo? Simplesmente não existe.
Depois da queda da USSR e a manutenção dos EUA como única potência, os conflitos bombaram, literalmente, no mundo. Um único poder nuclear comandou no inicio do século XXI todas as ações militares que se têm conhecimento neste período, abaulando o Oriente Médio e dividindo-o entre amigos dos EUA e inimigos dos EUA. Claro que o terrorismo tem papel preponderante em tudo isso, mas é fato que o terrorismo árabe nada mais é que uma reposta à intervenção constante dos EUA no mundo em geral, quase sempre desastrosa. A paz, que tanto os americanos apregoam, não passa de instrumento de propaganda de dominação politico-economica no mundo, e é altamente lucrativa. Ao vender-se o conceito de paz, todos compram um único conceito da mesma, num mundo que, apesar de globalizado, tem diferenças marcantes neste quesito. A paz para um árabe não é mesma que para um americano. Logo, a imposição de conceitos, gera conflitos. Adeus paz.
Contudo, este século demonstra mais uma solução para a paz momentânea, e tudo passa pela idéia que a economia americana está em ruinas após dois governos desastrosos. A emergente China vem ensinando ao mundo como ser grande e nunca conflitar interesses com outros grandes. Como? Comércio. Sim, a solução estava no passado! O comércio entre as nações sempre foi a melhor maneira de se manter a paz entre elas. Nenhum país entra em conflito com o outro que lhe provê lucros, ou produtos essenciais para seu crescimento. A China está se tornando a maior compradora e a maior vendedora do mundo, ela sustenta diversas economias no mundo, inclusive a americana. Ou seja, quem irá querer guerrear com eles? A não ser que o país seja dirigido por um ditador altamente estúpido e tacanho, que não perceba os benefícios da "paz comercial". Para quê ver um país destruído se ele tem, por exemplo, reservas de um insumo muito bom na nossa produção? Invadi-lo? Não me trará benefícios, preciso que eles estejam bem economicamente para que nós também estejamos. Assim se tem um conceito de paz mais límpido.
É, não era aquela teoria hippie do paz e amor, com seus conceitos tortos de paz forçada pela pura vontade de estar em paz (drogado), vivendo em comunas auto suficientes, andando nu etc... Pessoas assim ignoraram o simples fato de sermos humanos, animais racionais, por assim dizer, que têm interesses. Sejam as nações, vizinhas, seja nossa própria vizinhança, sempre haverá diferenças nos interesses entre elas, sempre haverá conflitos. A idéia é que troquemos os antiquados métodos bélicos pelo transporte de mercadorias, dando vazão ao livre comercio sem fronteiras. Quando todos os países estiverem inseridos no quadro comercial mundial, aí sim, experimentaremos anos de paz, fomentada pelo desenvolvimento e pela inserção das nações nos patamares economicos adequados às suas culturas. A paz mundial não é imposta por grupos pacifistas, é alcançada ao entendermos que o mundo é imenso e as culturas são diversas. Ao respeitá-las e querermos vê-las prosperar, nós também prosperaremos. É o livre comércio como maior instrumento de paz mundial. Pensem nisso.
Todos gostam de paz, não? Aquela paz muito difundida pelo movimento hippie da década de 1960, cujos predecessores, os beatniks, eu admiro muito, pessoalmente. Paz é realmente uma utopia, é algo reconfortante, é simbólica, quase iconoclástica, ou ao menos é o que a contra cultura quis nos dizer. Paz é balela! O mundo nunca estará em paz, e o conceito de paz mundial é risível, coisa de quem é inocente demais, ou talvez alienado demais às questões humanas, sociológicas, encravadas no nosso comportamento pelos milhares anos de nossa existência.
A paz, na prática, é intangível porque é antagônica sob o ponto de vista da nossa espécie. Aliás, de quase todas as espécies. Os conflitos existem para estabelecer-se a paz, pois sem os mesmos a paz não existiria nem em nossos vocabulários. Somos guerreiros, antes de tudo. Nossa civilização somente existe por causa das guerras passadas, as conquistas. A motivação para a conquista de novos mundos, a descoberta de novas tecnologias e bem estar como um todo só veio por causa da vontade em dominar e derrotar o outro. Sem o motivo da rivalidade, a motivação para que a humanidade crescesse iria vir de onde? Da religião? Certamente não, sempre foi o objetivo do catolicismo, por exemplo, ver seus fiéis pobres, ignorantes e sem aspirações, de modo a nunca perderem a fé em sua força magnânima invisível, mas onipresente.
Ora, se a guerra nos faz bem, por que a abominamos? Simples, a busca incessante pela dominação e poder, pode nos levar, enfim, a não existir mais. Até mesmo a guerra tem equilíbrio, ela só persiste quando não nos afeta quanto a perpetuação de nossa espécie. Por isso, o conceito de guerra nuclear é coisa de ficção científica. A única coisa que evitou que duas grandes potências nucleares do século XX, os EUA e a USSR, se destruíssem mutuamente num conflito mundial foi exatamente a idéia que aquele seria o único e último ataque da história da humanidade. Neste caso, o limite para os envolvidos não era somente as baixas humanas, e as ecatombes econômicas a seguir, mas sim o próprio conceito de autoextinção, este sim, um freio natural para qualquer conflito.
É fato que, durante o período da Guerra Fria, experimentamos uma "paz" interessante, onde guerras em escala mundial como a I e a II não ocorreram. Seria loucura, mas a teoria é que duas potências antagônicas que podem se destruir, umas as outras, são um grande impulso para a paz mundial. O simples fato de uma poder monitorar e destruir a outra já são brochantes o suficiente para que as duas tentem iniciar um conflito. Funcionou naquele período, mas só naquele período. Vêem como o conceito de paz, pela paz, é ridículo? Simplesmente não existe.
Depois da queda da USSR e a manutenção dos EUA como única potência, os conflitos bombaram, literalmente, no mundo. Um único poder nuclear comandou no inicio do século XXI todas as ações militares que se têm conhecimento neste período, abaulando o Oriente Médio e dividindo-o entre amigos dos EUA e inimigos dos EUA. Claro que o terrorismo tem papel preponderante em tudo isso, mas é fato que o terrorismo árabe nada mais é que uma reposta à intervenção constante dos EUA no mundo em geral, quase sempre desastrosa. A paz, que tanto os americanos apregoam, não passa de instrumento de propaganda de dominação politico-economica no mundo, e é altamente lucrativa. Ao vender-se o conceito de paz, todos compram um único conceito da mesma, num mundo que, apesar de globalizado, tem diferenças marcantes neste quesito. A paz para um árabe não é mesma que para um americano. Logo, a imposição de conceitos, gera conflitos. Adeus paz.
Contudo, este século demonstra mais uma solução para a paz momentânea, e tudo passa pela idéia que a economia americana está em ruinas após dois governos desastrosos. A emergente China vem ensinando ao mundo como ser grande e nunca conflitar interesses com outros grandes. Como? Comércio. Sim, a solução estava no passado! O comércio entre as nações sempre foi a melhor maneira de se manter a paz entre elas. Nenhum país entra em conflito com o outro que lhe provê lucros, ou produtos essenciais para seu crescimento. A China está se tornando a maior compradora e a maior vendedora do mundo, ela sustenta diversas economias no mundo, inclusive a americana. Ou seja, quem irá querer guerrear com eles? A não ser que o país seja dirigido por um ditador altamente estúpido e tacanho, que não perceba os benefícios da "paz comercial". Para quê ver um país destruído se ele tem, por exemplo, reservas de um insumo muito bom na nossa produção? Invadi-lo? Não me trará benefícios, preciso que eles estejam bem economicamente para que nós também estejamos. Assim se tem um conceito de paz mais límpido.
É, não era aquela teoria hippie do paz e amor, com seus conceitos tortos de paz forçada pela pura vontade de estar em paz (drogado), vivendo em comunas auto suficientes, andando nu etc... Pessoas assim ignoraram o simples fato de sermos humanos, animais racionais, por assim dizer, que têm interesses. Sejam as nações, vizinhas, seja nossa própria vizinhança, sempre haverá diferenças nos interesses entre elas, sempre haverá conflitos. A idéia é que troquemos os antiquados métodos bélicos pelo transporte de mercadorias, dando vazão ao livre comercio sem fronteiras. Quando todos os países estiverem inseridos no quadro comercial mundial, aí sim, experimentaremos anos de paz, fomentada pelo desenvolvimento e pela inserção das nações nos patamares economicos adequados às suas culturas. A paz mundial não é imposta por grupos pacifistas, é alcançada ao entendermos que o mundo é imenso e as culturas são diversas. Ao respeitá-las e querermos vê-las prosperar, nós também prosperaremos. É o livre comércio como maior instrumento de paz mundial. Pensem nisso.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Um Ode à Uma Musa Carnal
Naquele exato momento em que beijava seus lábios íntimos, sentia suas magnificas pernas a apertar minhas orelhas e meu coração, já corrompido pelos encantos da sua vertiginosa forma insinuante, palpitava a cada absorção de seus fluídos perfeitos, sorvidos pela minha afável e doce boca. Minhas papilas gustativas explodiam em extase a cada linha de sabor almiscarado, e eu era, naquele momento, o menor dos homens e o maior dos homens.
Tão forte fora a eternidade de nossas cálidas noites, que marcas rançosas foram deixadas abertas, como feridas gangrenadas, nosso desapego comparava-se aos membros perdidos das tais feridas. Foi a mutilação da lapa de carne vívida e vermelha que alicerçava nossa breve e doce união. A idéia que certas coisas simplesmente não devem ser, ou não podem ser, martela meus sentidos e me dá a certeza que a negação é viável, mas não eterna. Das coisas que aprendi contigo, a que mais indelével me foi é a certeza que somos incompatíveis como óleo e água. Separados somos fortes, divididos persistimos e juntos nos destruímos.
Divino era aquele sorriso grotesco, mas sublime, que emanava de tua face lívida, embossada...tu já riste alguma vez em sua vida? Sentia um misto de ódio e asco ao querer desfazer a tua inconteste confiança que me abalava a mesma, meus nervos se punham à flor da pele, queria te esmurrar o rosto até que te jorrasse sangue em cântaros. Não pude. Houvera sido demasiado fanático por teus deslizes emocionais, que tanto era melhor manter meus pensamentos de violência podre presos em minha imaginação. Nada mais. Me punha a socar concreto quando tu me viravas as costas, expondo cicatrizes jamais fechadas em meus punhos duros e calejados. Comedimento não fora meu forte naqueles dias.
Engraçado era quando te fazia chorar. Ali me restava somente uma satisfação quase dantesca de ver seus olhos marejados e tua personalidade em frangalhos perante a mim. De repente, eu era um pouco teu dono, eu me apropriava das tuas pálpebras e me gabava. Cada palavra que saía da minha boca era como uma metralhadora verbal, disparando 30 mil verbetes por hora, todos afiados e quentes, a rasgar a tua macia e alva pele, a qual me dava surtos eréteis quando te via nua em pelo. Sim, eu era sádico, nós nos sodomizavamos um ao outro sempre que possível, como meio de descobrir quem iria puxar a carroça, e quem iria ser levado por ela. Jogos de amor, jogos da mente.
Ah, a alvice da tua cútis...um convite ao prazer. O vermelhinho de seus calcanhares, sempre esfoladinhos pelos sapatinhos inapropriados, carregando aquele infame band-aid que mal se mantinha ali, agarrado. Eu a curava, eu a currava quando a via tão superficial, tão horizontal, tão doída, eu te passava as mãos pelos calcanhares na breve ilusão de conseguir invadir seu corpo. Te currava, sim, sempre conseguia após te esfregar os calcanhares, lembra? Que pelezinha tão alva, tão livida, era uma visão angelical, era definitivamente, contraditoriamente delicioso ver seu rosto vermelho e suado depois daquelas horas de fornicação non-stop. Aquilo me fazia lembrar sempre que estavas viva, eu estava vivo, vivíamos carnalmente.
Tu eras maldita em minha boca, eu era canalha na tua. A grande repulsa mútua que nos estranhava também nos mantinha juntos. Porra, era uma tremenda besteira! Desdenhávamos daqueles casais perfeitos, que se derretiam em elogios mútuos, vazios, com o simples objetivo de curtir com nossa cara, lembras? Nos faziam rir descaradamente. E as deliciosas discussões sobre o país e sobre nós e sobre a vida e sobre a morte e sobre nada? E aquelas comidinhas temperadas com estupidez e insensatez que provávamos semanas a fio, num misto de alimentação e perversão sexual deslavada? Alías todos sabem que eu tenho uma relação lasciva e depravada com a comida. É um traço dos malditos filhos de Baco, a luxúria e a boa mesa. Tu me escarnavas sobre o quão tolo era meu prazer em comer e beber. - Bebo e como, sua vaca, bebo e como. Assim como ando e cago para seus comentários vulgares sobre meu comportamento e desvios de personalidade, eu dizia.
Devia ter te matado por ter me dado tanto por melancolizar, ao menos na minha mente tu já morreste. Não choro em tua lápide, não escrevi nada em prol do teu epitáfio, não te homenageei em vida e não o farei em morte. Tu estás morta, ao menos para mim. Mas tu me fazes uma falta tremenda. A nossa contradição perdura, os nossos opostos querem, pelo magnetismo científico e natural, se atraírem de novo. Talvez possa morrer para mim mesmo, para que possa te encontrar, espiritualmente, no inferno da minha mente, onde nossas estórias perdurarão para sempre. Um suicídio mental...quem sabe?
Tão forte fora a eternidade de nossas cálidas noites, que marcas rançosas foram deixadas abertas, como feridas gangrenadas, nosso desapego comparava-se aos membros perdidos das tais feridas. Foi a mutilação da lapa de carne vívida e vermelha que alicerçava nossa breve e doce união. A idéia que certas coisas simplesmente não devem ser, ou não podem ser, martela meus sentidos e me dá a certeza que a negação é viável, mas não eterna. Das coisas que aprendi contigo, a que mais indelével me foi é a certeza que somos incompatíveis como óleo e água. Separados somos fortes, divididos persistimos e juntos nos destruímos.
Divino era aquele sorriso grotesco, mas sublime, que emanava de tua face lívida, embossada...tu já riste alguma vez em sua vida? Sentia um misto de ódio e asco ao querer desfazer a tua inconteste confiança que me abalava a mesma, meus nervos se punham à flor da pele, queria te esmurrar o rosto até que te jorrasse sangue em cântaros. Não pude. Houvera sido demasiado fanático por teus deslizes emocionais, que tanto era melhor manter meus pensamentos de violência podre presos em minha imaginação. Nada mais. Me punha a socar concreto quando tu me viravas as costas, expondo cicatrizes jamais fechadas em meus punhos duros e calejados. Comedimento não fora meu forte naqueles dias.
Engraçado era quando te fazia chorar. Ali me restava somente uma satisfação quase dantesca de ver seus olhos marejados e tua personalidade em frangalhos perante a mim. De repente, eu era um pouco teu dono, eu me apropriava das tuas pálpebras e me gabava. Cada palavra que saía da minha boca era como uma metralhadora verbal, disparando 30 mil verbetes por hora, todos afiados e quentes, a rasgar a tua macia e alva pele, a qual me dava surtos eréteis quando te via nua em pelo. Sim, eu era sádico, nós nos sodomizavamos um ao outro sempre que possível, como meio de descobrir quem iria puxar a carroça, e quem iria ser levado por ela. Jogos de amor, jogos da mente.
Ah, a alvice da tua cútis...um convite ao prazer. O vermelhinho de seus calcanhares, sempre esfoladinhos pelos sapatinhos inapropriados, carregando aquele infame band-aid que mal se mantinha ali, agarrado. Eu a curava, eu a currava quando a via tão superficial, tão horizontal, tão doída, eu te passava as mãos pelos calcanhares na breve ilusão de conseguir invadir seu corpo. Te currava, sim, sempre conseguia após te esfregar os calcanhares, lembra? Que pelezinha tão alva, tão livida, era uma visão angelical, era definitivamente, contraditoriamente delicioso ver seu rosto vermelho e suado depois daquelas horas de fornicação non-stop. Aquilo me fazia lembrar sempre que estavas viva, eu estava vivo, vivíamos carnalmente.
Tu eras maldita em minha boca, eu era canalha na tua. A grande repulsa mútua que nos estranhava também nos mantinha juntos. Porra, era uma tremenda besteira! Desdenhávamos daqueles casais perfeitos, que se derretiam em elogios mútuos, vazios, com o simples objetivo de curtir com nossa cara, lembras? Nos faziam rir descaradamente. E as deliciosas discussões sobre o país e sobre nós e sobre a vida e sobre a morte e sobre nada? E aquelas comidinhas temperadas com estupidez e insensatez que provávamos semanas a fio, num misto de alimentação e perversão sexual deslavada? Alías todos sabem que eu tenho uma relação lasciva e depravada com a comida. É um traço dos malditos filhos de Baco, a luxúria e a boa mesa. Tu me escarnavas sobre o quão tolo era meu prazer em comer e beber. - Bebo e como, sua vaca, bebo e como. Assim como ando e cago para seus comentários vulgares sobre meu comportamento e desvios de personalidade, eu dizia.
Devia ter te matado por ter me dado tanto por melancolizar, ao menos na minha mente tu já morreste. Não choro em tua lápide, não escrevi nada em prol do teu epitáfio, não te homenageei em vida e não o farei em morte. Tu estás morta, ao menos para mim. Mas tu me fazes uma falta tremenda. A nossa contradição perdura, os nossos opostos querem, pelo magnetismo científico e natural, se atraírem de novo. Talvez possa morrer para mim mesmo, para que possa te encontrar, espiritualmente, no inferno da minha mente, onde nossas estórias perdurarão para sempre. Um suicídio mental...quem sabe?
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Fobias e Obsevações dos Excessos
Me considero um observador lunático, quase um voyeur, mas sem a conotação sexual que o nome carrega. Por vezes, em locais públicos, tendo a me recolher a alguns pensamentos julgadorezinhos de alguns tipos que passam em minha frente. Devo dizer, de antemão, que é uma prática ridícula, até posso concordar, mas altamente engraçada e um alimento pra minha personalidade meio "bobo da corte", que a posteriori me causa risos descontrolados em momentos de introspecção plena.
Não gosto muito de aglomerações de pessoas, pois sinto-me como num aquário repleto de espécies distintas, predatórias ou não, e isso é muito desesperador. Sempre fujo destas situações, mas quando me encontro assim passo para um estado de observador, aí me sinto como um homem num zoológico, apontando e fitando as diferentes figuras. De repente não sou mais o peixe dentro do aquário, sou somente um espectador do show de horrores que a humanidade está se tornando.
O que vocês querem é saber minhas impressões, não? Aquele escárnio que promovo a cada postagem neste Blog, um alimento para leitores loucos por algo que choque logo de cara. Vamos lá, eu odeio ir ao Shopping Center, mas sou obrigado a ir por diversas razões, que pouco importam. Já de cara, temos um ecossistema muito inerente a este tipo de estabelecimento, repleto de figuras indeléveis. Vemos aquelas moças, entre 13 e 17 anos, que se desenvolveram cedo (fenomeno bem atual, este), e colocam suas roupas demasiadamente provocantes para que alguns homens feitos tenham crises de consciência, especialmente aqueles que são pais. Não, não quero olhar, dizem eles, vamos olhar as vitrines, mas....como pode? Como pode? Estas moças são jovens demais, mas ainda assim meus olhos não se desviam. É um tormento! O mais engraçado é que elas sabem disso, mas nem imaginam o efeito que este vestuário causa nas mentes mais...digamos...livres, compreendem? Naquele microcosmos elas se sentem seguras pra isso, mas será que estão mesmo? Enfim...
Olho para o outro lado, para as vitrines, cafés, sei lá, me deparo com rapazes agindo de forma feminesca, com roupas coladas e coloridas. Eles também são bem jovens, e se acariciam como um homem a uma mulher, mas todos são homens, com seus MP3zinhos no ouvido, e celularzinho da maçã meio comida nas mãos. Ora, seu tolo, são meninos homossexuais! Eles também encontram no shopping a sua paz para agir como preferem. É um sinal dos novos tempos, como já descrito aqui anteriormente, ou seja, hoje este comportamento é mais comum e aceito, apesar dos atos infundados de violência por aí.
Depois de uns sorrisinhos irônicos de minha parte, vou tomar um chopp. Um pouco de álcool aumentará meu poder de observação, me dando quase uma visão de raio-x. Sorrio mais um pouco, e penso: Seria ótimo ter visão de raio-x, ainda mais dentro da área de provadores femininos! Babaquices a parte, o chopp me cai bem, e eu continuo a observar.
Passando para os pequenos detalhes, percebo as similaridades comportamentais de alguns seres, por exemplo: Homens com problema de calvície raspam seus cabelos, para disfarça-la melhor. Desta forma conseguem até um visual mais agressivo, muito dinfundido pelo ator Vin Diesel em seus filmes "a la zé ruela". Acredito ser o objetivo dos mesmos evitar demonstrar às fêmeas que, apesar da carequice, eles não perderam sua masculinidade. Tanto que alguns até fazem tatuagem, colocam blusas regatas, malham etc. Tudo isso pra tirar a atenção da careca. Este fenômeno se repete também com os homens negros, ou seja, eles raspam todo o cabelo. Nunca mais vi um homem negro com cabelo, é cada dia mais raro. Interessantíssimo. Tem também as mulheres que, por terem pouco tamanho nos quadris, investem num salto mais alto, mas alto mesmo, além de calças bem apertadas, para tentar disfarçar esta nuance de seus corpos. Interessante também é a quantidade de mulheres de cabelos lisos e loiros neste país; quero dizer; somos uma nação de pessoas, em sua maioria, morenas e com cabelos ondulados. De repente o Brasil virou a Escandinávia, e as loiras de cabelos liso bombam, até mesmo entre os machos. Homens que curtem uma mulher de cabelos cacheados (eu) estão em extinção. Elas, claro, fazem, em si, as coisas que mais atraem os machos. Homens e mulheres de óculos escuros dentro de um local fechado, mulheres com roupas sensuais demais, homens com calças jeans femininas, pessoas comendo fast food como porcos comem lavagem, adolescentes falando alto demais, crianças desgarradas chorando, pessoas mexendo em seus ultracelulares, falando com sei lá quem a todo o momento, mulheres comprando sapatos que nunca usarão, homens comprando, mulheres comprando, vendedoras gostosas empurrando mercadoria, excesso de mulheres de cabelos alisados...foi demais.
Meus olhos "explodiram". Era muita informação para uma pessoa só, e eu observei demais. Há variedades demais de seres humanos, há pessoas demais nesta terra. Vou fechar os olhos um pouco, processar as informações. Aquela fobia de excesso de pessoas está voltando, preciso tomar mais um chopp. O suor escorre da minha cabeça, minha mãos também suam. Devo satisfazer mais uma leva de leitores com minhas vazias e obtusas observações sobre o mundo? Talvez o observador esteja se tornando o observado, quem sabe? Mas esta já é outra fobia...
Não gosto muito de aglomerações de pessoas, pois sinto-me como num aquário repleto de espécies distintas, predatórias ou não, e isso é muito desesperador. Sempre fujo destas situações, mas quando me encontro assim passo para um estado de observador, aí me sinto como um homem num zoológico, apontando e fitando as diferentes figuras. De repente não sou mais o peixe dentro do aquário, sou somente um espectador do show de horrores que a humanidade está se tornando.
O que vocês querem é saber minhas impressões, não? Aquele escárnio que promovo a cada postagem neste Blog, um alimento para leitores loucos por algo que choque logo de cara. Vamos lá, eu odeio ir ao Shopping Center, mas sou obrigado a ir por diversas razões, que pouco importam. Já de cara, temos um ecossistema muito inerente a este tipo de estabelecimento, repleto de figuras indeléveis. Vemos aquelas moças, entre 13 e 17 anos, que se desenvolveram cedo (fenomeno bem atual, este), e colocam suas roupas demasiadamente provocantes para que alguns homens feitos tenham crises de consciência, especialmente aqueles que são pais. Não, não quero olhar, dizem eles, vamos olhar as vitrines, mas....como pode? Como pode? Estas moças são jovens demais, mas ainda assim meus olhos não se desviam. É um tormento! O mais engraçado é que elas sabem disso, mas nem imaginam o efeito que este vestuário causa nas mentes mais...digamos...livres, compreendem? Naquele microcosmos elas se sentem seguras pra isso, mas será que estão mesmo? Enfim...
Olho para o outro lado, para as vitrines, cafés, sei lá, me deparo com rapazes agindo de forma feminesca, com roupas coladas e coloridas. Eles também são bem jovens, e se acariciam como um homem a uma mulher, mas todos são homens, com seus MP3zinhos no ouvido, e celularzinho da maçã meio comida nas mãos. Ora, seu tolo, são meninos homossexuais! Eles também encontram no shopping a sua paz para agir como preferem. É um sinal dos novos tempos, como já descrito aqui anteriormente, ou seja, hoje este comportamento é mais comum e aceito, apesar dos atos infundados de violência por aí.
Depois de uns sorrisinhos irônicos de minha parte, vou tomar um chopp. Um pouco de álcool aumentará meu poder de observação, me dando quase uma visão de raio-x. Sorrio mais um pouco, e penso: Seria ótimo ter visão de raio-x, ainda mais dentro da área de provadores femininos! Babaquices a parte, o chopp me cai bem, e eu continuo a observar.
Passando para os pequenos detalhes, percebo as similaridades comportamentais de alguns seres, por exemplo: Homens com problema de calvície raspam seus cabelos, para disfarça-la melhor. Desta forma conseguem até um visual mais agressivo, muito dinfundido pelo ator Vin Diesel em seus filmes "a la zé ruela". Acredito ser o objetivo dos mesmos evitar demonstrar às fêmeas que, apesar da carequice, eles não perderam sua masculinidade. Tanto que alguns até fazem tatuagem, colocam blusas regatas, malham etc. Tudo isso pra tirar a atenção da careca. Este fenômeno se repete também com os homens negros, ou seja, eles raspam todo o cabelo. Nunca mais vi um homem negro com cabelo, é cada dia mais raro. Interessantíssimo. Tem também as mulheres que, por terem pouco tamanho nos quadris, investem num salto mais alto, mas alto mesmo, além de calças bem apertadas, para tentar disfarçar esta nuance de seus corpos. Interessante também é a quantidade de mulheres de cabelos lisos e loiros neste país; quero dizer; somos uma nação de pessoas, em sua maioria, morenas e com cabelos ondulados. De repente o Brasil virou a Escandinávia, e as loiras de cabelos liso bombam, até mesmo entre os machos. Homens que curtem uma mulher de cabelos cacheados (eu) estão em extinção. Elas, claro, fazem, em si, as coisas que mais atraem os machos. Homens e mulheres de óculos escuros dentro de um local fechado, mulheres com roupas sensuais demais, homens com calças jeans femininas, pessoas comendo fast food como porcos comem lavagem, adolescentes falando alto demais, crianças desgarradas chorando, pessoas mexendo em seus ultracelulares, falando com sei lá quem a todo o momento, mulheres comprando sapatos que nunca usarão, homens comprando, mulheres comprando, vendedoras gostosas empurrando mercadoria, excesso de mulheres de cabelos alisados...foi demais.
Meus olhos "explodiram". Era muita informação para uma pessoa só, e eu observei demais. Há variedades demais de seres humanos, há pessoas demais nesta terra. Vou fechar os olhos um pouco, processar as informações. Aquela fobia de excesso de pessoas está voltando, preciso tomar mais um chopp. O suor escorre da minha cabeça, minha mãos também suam. Devo satisfazer mais uma leva de leitores com minhas vazias e obtusas observações sobre o mundo? Talvez o observador esteja se tornando o observado, quem sabe? Mas esta já é outra fobia...
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
A Longevidade dos Canalhas
Seguindo um raciocínio muito simples, mas focado em experiências pessoais, nos filmes, na vida, nas músicas e nos relacionamentos, me esforço para compreender mais alguns mitos que temos sobre a vida e a morte. Penso, também, numa forma de criar textos que me incinerem a alma, por mais que a mesma já esteja, de fato, carbonizada, e possam suprir o objetivo clássico deste blog que é estuprar suas mentes com as mais absurdas teorias que pude bolar nestes poucos anos de vida.
É muito simples: todo canalha vive muito. Observando a canalhice como um todo, conceituado-a como algo inexorável ao homem, assim como sua morte, a canalhice parece dar vida eterna pra certos indivíduos. Já pararam pra pensar que viver demais é um porre? Sim, é um tremedo saco ter que viver sempre fazendo a mesma coisa, suprindo necessidades fisiológicas básicas, procurando parceiros, desfazendo e fazendo amizades, relacionamentos, pagando contas eternas (enquanto viver, haverá contas!)e obtendo prazeres fugazes, tão rápidos quanto sua própria existência. Perdões mil pela ironia, mas quando vejo um velho de mais de noventa anos andando por aí, cheio de vida, penso logo: - Lá vai mais um canalha que está pagando os pecados dele vivendo demais nesta terra! Viver muito é um castigo e não uma dádiva. Este canalha aprontou demais a vida toda, foi infiel, traidor, não produziu nada de importante na vida, é um medíocre. Engraçado, quando um medíocre morre, sempre outro toma seu lugar. Medíocres são descartáveis e substituíveis ao sabor da mediocridade humana, que os põem numa posição de destaque. O fato de ter vivido muito e ter que carregar o fardo de perder suas capacidades motoras, ser um pararraios de doenças e mazelas, um escravo do cotidiano maçante por tantos anos, o torna um eterno desgraçado pela vitalidade que o cerca. Ele não a merece. Pensei certo: - Vá em frente, canalha, muitos anos de vida te esperam!
Gênios morrem cedo. Pessoas boas infelizmente se vão mais cedo. É como se Deus (para quem acredita) os quisesse o quanto antes pelas suas especialiades e qualidades. São tantos os exemplos, mas quando vejo uma pessoa padecer num momento inoportuno de sua vida, penso logo na importância daquele ser para a humanidade. É um contrasenso, um paradoxo. Se ele vivesse mais, nos traria grandes benefícios, mas se tornaria um canalha com o tempo. Se ele vivesse pouco, será lembrado sempre pelos seus feitos, pelas suas benesses, será um anjo em nossas podres bocas. Nós, os podres que remanescemos, sobrevivemos ao "lixo tóxico" sobre o qual vivemos. Vejo pessoas que morrem cedo como um mal necesário, algo que nos faz refletir na inutilidade e pequenês da nossa própria existência. O gênio é insubstituível. Ao contrário do medíocre, ele morre cedo e cheio de coisas por terminar. É como uma obra de arte que nunca é terminada, mas no entanto é sublime. Gênios descobertos tardiamente também deixam o mundo rapidamente. Não conseguem dar continuidade à sua genialidade por anos a fio. Quando vejo uma divindade humana em destaque sinto que por mais que ela venha a fazer pelo mundo, não será o suficiente. Ela morrerá cedo demais, mesmo que seja aos cem anos.
Canalhas abundam, anjos rareiam. Medíocres de multiplicam, gênios padecem. É a dinâmica da humanidade, é a pura idéia de que a vida é sim descartável, e que a raça humana é um grande estorvo para o universo como um todo. Já pararam pra pensar que somos a praga deste planeta? Esgotamos recursos e estupramos esta Terra como se não houvesse amanhã. Aliás, não haverá mesmo. No entanto, o que me importa? Sou mais um canalha mesmo, viverei muito ainda para ver meus iguais destruindo a tudo e a todos enquanto os iluminados vão ficando pelo caminho, padecendo pela nossa cretinice e mediocridade. Como todos os canalhas, ficamos tempo demais vivos.
É muito simples: todo canalha vive muito. Observando a canalhice como um todo, conceituado-a como algo inexorável ao homem, assim como sua morte, a canalhice parece dar vida eterna pra certos indivíduos. Já pararam pra pensar que viver demais é um porre? Sim, é um tremedo saco ter que viver sempre fazendo a mesma coisa, suprindo necessidades fisiológicas básicas, procurando parceiros, desfazendo e fazendo amizades, relacionamentos, pagando contas eternas (enquanto viver, haverá contas!)e obtendo prazeres fugazes, tão rápidos quanto sua própria existência. Perdões mil pela ironia, mas quando vejo um velho de mais de noventa anos andando por aí, cheio de vida, penso logo: - Lá vai mais um canalha que está pagando os pecados dele vivendo demais nesta terra! Viver muito é um castigo e não uma dádiva. Este canalha aprontou demais a vida toda, foi infiel, traidor, não produziu nada de importante na vida, é um medíocre. Engraçado, quando um medíocre morre, sempre outro toma seu lugar. Medíocres são descartáveis e substituíveis ao sabor da mediocridade humana, que os põem numa posição de destaque. O fato de ter vivido muito e ter que carregar o fardo de perder suas capacidades motoras, ser um pararraios de doenças e mazelas, um escravo do cotidiano maçante por tantos anos, o torna um eterno desgraçado pela vitalidade que o cerca. Ele não a merece. Pensei certo: - Vá em frente, canalha, muitos anos de vida te esperam!
Gênios morrem cedo. Pessoas boas infelizmente se vão mais cedo. É como se Deus (para quem acredita) os quisesse o quanto antes pelas suas especialiades e qualidades. São tantos os exemplos, mas quando vejo uma pessoa padecer num momento inoportuno de sua vida, penso logo na importância daquele ser para a humanidade. É um contrasenso, um paradoxo. Se ele vivesse mais, nos traria grandes benefícios, mas se tornaria um canalha com o tempo. Se ele vivesse pouco, será lembrado sempre pelos seus feitos, pelas suas benesses, será um anjo em nossas podres bocas. Nós, os podres que remanescemos, sobrevivemos ao "lixo tóxico" sobre o qual vivemos. Vejo pessoas que morrem cedo como um mal necesário, algo que nos faz refletir na inutilidade e pequenês da nossa própria existência. O gênio é insubstituível. Ao contrário do medíocre, ele morre cedo e cheio de coisas por terminar. É como uma obra de arte que nunca é terminada, mas no entanto é sublime. Gênios descobertos tardiamente também deixam o mundo rapidamente. Não conseguem dar continuidade à sua genialidade por anos a fio. Quando vejo uma divindade humana em destaque sinto que por mais que ela venha a fazer pelo mundo, não será o suficiente. Ela morrerá cedo demais, mesmo que seja aos cem anos.
Canalhas abundam, anjos rareiam. Medíocres de multiplicam, gênios padecem. É a dinâmica da humanidade, é a pura idéia de que a vida é sim descartável, e que a raça humana é um grande estorvo para o universo como um todo. Já pararam pra pensar que somos a praga deste planeta? Esgotamos recursos e estupramos esta Terra como se não houvesse amanhã. Aliás, não haverá mesmo. No entanto, o que me importa? Sou mais um canalha mesmo, viverei muito ainda para ver meus iguais destruindo a tudo e a todos enquanto os iluminados vão ficando pelo caminho, padecendo pela nossa cretinice e mediocridade. Como todos os canalhas, ficamos tempo demais vivos.
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