Sempre achei maravilhosa a forma como as mulheres encaram a vida, desde os tempos de Amélia (passado!), até os tempos atuais. Eu as vejo como um frescor e uma sadia quebra na sociedade demasiada competitiva criada pelos homens, até certo ponto prejudicial a saúde deles, e que com sua beleza e graça, a mulher atenua grande parte deste peso do mundo sob as costas da sociedade como um todo.
Antes fosse somente pela beleza inconteste feminina, com seus belos corpos naturalmente bordados e entalhados pela natureza, fazendo-os de forma que, tudo que inspirasse belos desenhos e formas, fosse inspirado na forma feminina. Em todas as suas nuances, claro que pela sua força disfarçada de fragilidade, o mundo encontra no gênero feminino um pendão, um sustentáculo, para suas mais terríveis dores.
Por outro lado, algo tem me incomodado na evolução da mulher neste contexto, em particular na forma como elas tem encarado a evolução do movimento feminista, que tantos benefícios trouxeram à elas e à sociedade como um todo. Percebo claramente uma evolução nas mulheres, no âmbito profissional e físico, mas no pessoal tenho sentido um certo declínio.
Odeio generalizações e há gratas exceções naquilo que escrevo, mas como neste blog descrevo o que observo, sinto que a graciosidade feminina se perdeu em algum lugar do passado. Não sou saudosista, tampouco quero o retorno do passado atroz para as mulheres, mas que cada gênero tem uma forma toda sua, ah isso tem! O que tenho observado é que no âmbito profissional ainda existe um abismo, ainda que raso, nos salários entre homens e mulheres e isto é injusto. Há muitas mulheres tão competentes quanto homens por aí, e a valorização deve ser equiparada. Esta diferença é ainda mais notável em países com histórico machista, como o nosso, e outras nações latinas, além do mundo árabe.
No lado físico (eu tinha que citar isso!) houve evolução também. Pontuo as mulheres de hoje como mais belas que as de antigamente - ao menos as mulheres normais - sem citar celebridades ou coisa do tipo. A mulher do dia dia está mais bela, mais curvilínea, mais confiante. Algumas alcançam este patamar ainda bem jovem, o que me incomoda um pouco, mas o que fazer? São os hormônios nos alimentos que as fazem atingir a puberdade muito cedo. No entanto, a beleza das formas persistem. Algumas se acabam por horas em academias, e a evolução dos tratamentos estéticos tornam cada mulher um marco em desejo e sedução para olhos desejosos. Na visão de Oscar Niemeyer, notável arquiteto, falecido recentemente aos 104 anos, dizia ele : "...o que vale nesta vida é a mulher, o resto é besteira." Genial.
No lado pessoal é que houve involução. Não nos esqueçamos que o movimento feminista foi criado na década de 1960, com o objetivo de diminuir ou extinguir a diferença entre homens e mulheres, em todos os setores da sociedade, especialmente o profissional. A crítica a ser feita não é neste aspecto, mas no entanto, em pleno século XXI, acreditava-se que o feminismo deveria evoluir, até porque grande parte do sucesso deste movimento veio da persistência de heroicas mulheres que ousaram bater de frente com o establishment e isto é inegavelmente um sucesso dele. Mas no entanto a coisa ficou, de certa forma, distorcida, neste século, e as mulheres passaram a querer se equiparar aos homens em outros aspectos, tais como personalidade, forma de agir, de amar, de se relacionar etc...
Existe uma limitação para a igualdade, e ela reside no fato que homens e mulheres são diferentes, e estas diferenças são o que nos fazem ser tão belos como máquina humana. São muitos exemplos, mas há mulheres hoje que encaram o sexo sem sentido da mesma forma que homens. Isso não é feminismo. É vulgaridade. Há ainda mulheres que querem beber e fumar como homens, e isso é uma crueldade. É fato comprovado por várias pesquisas médicas que o álcool tem efeito mais devastador no corpo feminino que no masculino, além do cigarro ser responsável pela pior forma de câncer feminino, o de seios, além dos já conhecidos. Pra piorar, ainda na vida sexual permissiva, os casos de mulheres com doenças venéreas, tais como HPV, aumentaram exponencialmente neste século.
O que há de mais belo na humanidade é a diferença marcante entre a fêmea e o macho, e como ambos, em conjunção, se completam. A união entre um homem e mulher tem sido tema de terríveis embates, e uma pesquisa social básica demonstra o aumento dos divórcios até os dias de hoje. Longe de mim querer culpar o feminismo ruim, mas percebo que muitos casamentos estão morrendo pela infidelidade mútua. Isso passa pela masculinização da mulher, e no desejo de se equiparar ao homem até onde ele é mais podre, em essência. Além disso, estes divórcios tem como base a insatisfação feminina, que nunca teve tão alta. Mulheres não mais se resignam, ou aceitam menos do que sonharam. Misture isso ao conhecimento adquirido no mundo acadêmico e você verá que a insatisfação feminina reside na auto confiança aumentada, quase que um ato masculino, advindo de uma criação por vezes super protetora, de pais e mães que criaram um mundo de sonhos para suas filhas, quando, na verdade, o mundo em nada tem a ver com isso.
As consequências deste feminismo torto é a perda gradual da graciosidade, da coisa feminina, tão própria, tão bela, em sua essência. Será que o feminismo moderno perdeu a mão? Será que foi mal interpretado? Acredito que sim, e inclusive as novas gerações terão que lidar com esta super mulher, entende-la, mesmo com suas limitações, tais como as TPM´s terríveis - que ficam cada vez piores, já que hoje se procria pouco - e até mesmo com o fato de que elas tem um fardo grande neste mundo, o de criar filhos, trabalhar e ainda assim sorrir. O feminismo é uma realidade, mas virtuou-se erradamente, tornando a mulher um instrumento ainda manipulado pelo mundo masculino. A única diferença, agora, é que elas não querem somente a igualdade de direitos. Querem ser iguais a nós, em essência, em direitos e nos defeitos também.
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
A Solteirice é Falaciosa
Hoje é dia do solteiro, e este dia não poderia ter vindo em época pior.
Sempre fui um homem casado que se mascarava de solteiro, e agora que estou solteiro, ando me mascarando de homem casado, não é engraçado? Parece que me divido entre estas duas facetas como um doente com dupla personalidade. Não é isso que quero focar neste texto, mas vale a pena o desabafo a titulo de um possível tratamento psicológico no futuro.
De fato, o objetivo não era o que disse acima, mas tem a ver com estar solteiro depois de tanto tempo casado. Foram anos me dedicando a agradar uma unica mulher (essa é a minha verdade, e vou morrer com ela!), e de repente, me encontro só, sem nada ou ninguém para me dizer nada, somente um vazio imenso e uma liberdade incômoda. Estranho estar solteiro e não ser solteiro, que são duas situações distintas. Existem homens que encaram esta condição de forma altiva, segura e relaxada. Eu os invejo. Sinto-me tenso e cabisbaixo. Olho ao meu redor e percebo momentos de um silencio sepulcral e os quebro com televisão alta. Vejo os moveis vazios e intactos e os rearrumo, só para mudar um pouco. Bebo mais. Durmo menos. O sono sozinho demora a vir. É como se faltasse um cheiro, um toque, um lado pra dormir. Ora, fico no meio, penso eu. Me espalho no colchão e me lembro que isso não é tão bom quanto parecia ser. Que bela merda, não? Acordo e olho no espelho, vislumbrando olhos escuros e profundos, consequência da mal dormida noite. O café da manhã é rápido, já que não há papo, nem conversa, nem afeto. É só você, a xícara de café, a mesa e um alimento qualquer.
Havia dito que invejo os homens que encaram a solteirice como um playground, e realmente me sinto assim. Quando me casei, o mundo era um pouco diferente. Não faz tanto tempo assim, mas me parece que passamos por uma revolução e nem percebemos. As mulheres estão cada dia mais lindas. Mais novas, rejuvenescidas e mais lindas. Ou é eu que estou mais velho? De fato, elas investem pesado na vaidade.
O casamento é uma batalha, que quando termina, deixa marcas físicas. As minhas cicatrizes são uma barriga mais proeminente, menos cabelos, mais dividas e menos autoestima. Me parece que antes dele eu era um guerreiro jovial, cheio de vida e com ideias frescas, ao menos é a forma que me sinto. Mas voltando às mulheres, como que um velho guerreiro, cheio de marcas e cicatrizes emocionais, ou não, pode voltar a outra batalha, tão combalido? É difícil voltar a ser grandioso, num mar repleto de cardumes mais belos e ornamentais. Talvez devesse me cuidar, me emperiquitar, procurar um dermatologista, um fisiculturista, um acupunturista...ou talvez um psiquiatra. Sim, que soldado volta de sua batalha mens sana in corpore sano?
As mulheres estão mais lindas, e mais complicadas também. Há algum tempo atrás, lembro-me que as mulheres preferiam homens inteligentes e másculos. Sempre achei que me encaixava nesta categoria, pois sou um pouco inteligente e sou másculo pacas (afeminado é que não sou). Hoje, procurando alguma solteira por aí, me deparo com o conceito acima se despedaçando, num mundo onde um homem inteligente é presunçoso e metido a besta, e másculo é machão, peludo e fedido. Seria o homem perfeito ignorante e metrossexual? Possivelmente. Elas vão à loucura com estes tipos do abdômen tanquinho, barba cerrada, cabelo estiloso e peito raspado. Estes caras não podem ver um pelo da sobrancelha fora de sintonia que eles cortam. Nunca viram uma mesa de sinuca na vida, penso eu. Provavelmente, ao invés de pegar os tacos e jogar, eles dançariam Santa Rosa Madalena em cima dela. Mas e o ignorante? Bem, para que um homem aja desta forma tem que ser ignorante. Incrível as exigências que estas moças fazem: cabelo bom, barba cerrada, unhas perfeitas, dentes brancos e alinhados, peito raspado, bunda dura (pra quê?), fiel, não pode ser muito intelectual (são chatos), também não pode ser totalmente burro (estes curtem a vida, pois gente burra é feliz), não pode beber, comer demais e nem fumar. Enfim, querem uma mistura de Padre Marcelo Rossi com Gustavo Lima. Nessa competição já me ferrei.
Fica difícil ser um bom partido numa era como a nossa, tão ligada em paradigmas firmados nos conceitos de beleza vã e de ascensão do feminismo ruim, e não aquele que propunha a igualdade, como nos anos de 1970. Fico, portanto, pensando se fiz um bom negócio em deixar um casamento onde meu reinado era pleno e minha rainha era soberana. O casamento aleija, nos deixa fraco para novas conquistas, mas nos dá uma tremenda satisfação de ter tido uma companheira, uma amiga, uma amante e, acima de tudo, uma guerreira, ao seu lado, que lutou pela felicidade, se é que este conceito existe, junto contigo. Mas a solteirice veio e assim como todas as revoluções ela passa por um momento de transição. Pode ser que ela seja eterna e os prognósticos não seriam bons. Pode ser que eu me case de novo, pode ser que não. Talvez eu nem queira isso. Talvez, se eu me casar de novo, não vá prover nem metade do que pude prover de carinho, admiração e desejo ao meu ultimo casamento. Talvez fique atordoado e anestesiado neste período de transição de tal forma que vá esquecer que existam mulheres por aí, tão lindas com seus mimos de beleza, que as transformam em desejos ambulantes. A unica certeza, no entanto, é que não tem sido fácil. Porém, também não vou me curvar ao que o mundo tenta me impor. Serei o mesmo chato, com pelos e macho alfa protetor que sempre fui.
Os novos tempos que se adaptem a mim, ora bolas. Estou solteiro...
domingo, 28 de julho de 2013
Nos Seios Da Nação
Inconteste é a falta de patriotismo nas minhas veias, ainda mais neste país ainda semianalfabeto, transloucado pelas recentes aquisições de seu povo, um tanto disfarçadas de migalhas, de fato. Admiro o Brasil como nação. É uma patria de contrates, como diz o clichê. Mais ainda, é uma patria de pessoas que, por decadas, viveram à margem da capacidade opinativa, aceitando informações desconexas num mundo em constante evolução. No entanto, ao virarmos a esquina, ainda encontramos alguns suinos sabichões, na figura do malandro malemolente, que caga na cabeça alheia em troca de sua subsistencia. Há ainda outra faceta do pais, que é figura do trabalhador indolente, que clama pelo fim de semana ainda na quarta feira e que quando é enquadrado pelo seu superior, se auto proclama prejudicado, perseguido e azarado. É um país de contrastes, é verdade.
Gosto de admirar, ou melhor, observar (já que admiração advém da paixão), como um voyeur que torce contra, algumas propagandas governamentais, com seus slogans de efeito, exaltando a recem inclusão de milhões de brasileiros que, na visão politica, viviam à beira do justo e ideal para a felicidade humana. Tem gente que cai nessa, e eu não os culpo. Pense você que há mais ou menos 25 anos atrás, para alguem com renda inferior a dois salarios minimos sequer sonhar com televisores invocados, microcomputadores, celulares multitarefas, carro, motocicleta e roupas novas, era necessário que este alguém tivesse um colchão de palha muito bom. Havia dois polos em termos de classes sociais, e estes eram o rico e o pobre. Hoje há uma classe que permeia estes extremos, compra alguns luxos, mas ainda necessita de serviços publicos e é para ele que o governo direciona suas propagandas de inclusão.
Eu não sou patriota, já disse. Talvez por ter nascido em "berço esplendido", assim como este país está deitado há anos. Quem sempre teve conforto jamais entenderá as privações pelas quais uma pessoa de baixa renda, no Brasil, passa. Quem pode se educar nas instituições particulares, quem gozou de planos privados de saude, quem teve casa propria e bom tratamento odontologico, realmente não entende a felicidade que é ter um pouco mais, quando antes não tinha nada. Não dá pra ignorar o poder do pão e circo, e da inabilidade de se lidar com um sistema economico paquiderme e instavel, exaurindo os cofres publicos com politicas sociais, forçando um inclusão maior sem formar um alicerce economico confiavel.
O atual partido no poder é a cara do povo brasileiro. Chega a ser assustadora a semelhança de uma instituição com seus governados. O objetivo, que fica mais claro da forma que a governança é imposta, é a manutenção do poder por algumas decadas do partido em si e não da implementação de uma nova era no pais, onde o povo obterá mais justiça social por meio do maciço investimento em setores carentes da sociedade, tal como saneamento basico, saude e educação. De fato, para um politico, estas agendas são perda de tempo, já que só demonstram seu resultado no longo prazo, tempo em que, de acordo com John Maynard Keynes, estaremos todos mortos. Não existe justiça sem se abrir mão da politica.
No Brasil atual, as ondas de consumo norteiam o horizonte economico até o momento onde este não mais se sustentar. O consumo é como um amor avassalador: tem limite. O que resta, depois, é somente um amor comum, um restolho dos excessos da carne. Na economia brasileira ocorrerá o mesmo. Para se manter este nivel de consumo, o governo exagerou nas medidas de credito irrestrito, mantendo juros baixos, gerando fuga de capital, desequilibrando alguns fatores economicos positivos que tinhamos há até 10 anos atrás. O ideal era ter aproveitado a boa maré, e ter investido mais no que é mais necessário. A infraestrutura do país está caotica. Cidades, como São Paulo, estão quase inabitaveis de tão mal planejadas que são. A população cresceu e os serviços publicos não cresceram com ela. A previdencia continua no vermelho e carga tributaria esgana o pescoço do povo, impedindo-o de poupar o minimo de sua renda, que já é engolida pelo Leão e pelos impostos em cascata, injustos e estereis.
A população brasileira, já ciente do ambiente hostil em que vive, está saindo às ruas, mesmo com objetivos generalizados, mas com um foco interessante na melhora do pais como um todo, tentando extinguir este regime pluripartidario estupido, que só dá cobertura para atos ilicitos no legislativo e executivo. Partidos politicos são antros de politicagem vazia, inutil para o povo, e nos nutrem um sentimento de barganha da nação, ou venda e distribuição de cargos publicos, exaurindo ainda mais os cofres publicos. Na veia aberta das finanças publicas, o dracula politico se alimenta constantemente, e propaga seu poder por meio da troca de favores depravados com outros de sua mesma especie. Ao que parece, o povo cansou disso tudo.
No entanto, ainda há uma massa que não pensa, ou melhor, não entende o ambiente politico, ou até é alienada mesmo. Esta massa sofre pelo hiato educacional sob o qual reside, sendo vitima do populismo barato desde os tempo de Vargas. Sinto dizer que estes fazem parte da maioria no pais, e enquanto forem massa de manobra para suinos de paletó, o pais continuará desperdiçando otimas oportunidades ter sangue novo no poder. É hora de esquecer o patriotismo besta, que cega, que aliena, e por o povo para pensar. A imprensa não ajuda, pois é voltada para elites. É notorio o meu pessimismo quanto a alguma mudança no curto prazo no país e muito disso vem do realismo.
Não sou patriota e nem quero ser. Sou só mais um indolente brasileiro que pensa demais e age de menos.
Gosto de admirar, ou melhor, observar (já que admiração advém da paixão), como um voyeur que torce contra, algumas propagandas governamentais, com seus slogans de efeito, exaltando a recem inclusão de milhões de brasileiros que, na visão politica, viviam à beira do justo e ideal para a felicidade humana. Tem gente que cai nessa, e eu não os culpo. Pense você que há mais ou menos 25 anos atrás, para alguem com renda inferior a dois salarios minimos sequer sonhar com televisores invocados, microcomputadores, celulares multitarefas, carro, motocicleta e roupas novas, era necessário que este alguém tivesse um colchão de palha muito bom. Havia dois polos em termos de classes sociais, e estes eram o rico e o pobre. Hoje há uma classe que permeia estes extremos, compra alguns luxos, mas ainda necessita de serviços publicos e é para ele que o governo direciona suas propagandas de inclusão.
Eu não sou patriota, já disse. Talvez por ter nascido em "berço esplendido", assim como este país está deitado há anos. Quem sempre teve conforto jamais entenderá as privações pelas quais uma pessoa de baixa renda, no Brasil, passa. Quem pode se educar nas instituições particulares, quem gozou de planos privados de saude, quem teve casa propria e bom tratamento odontologico, realmente não entende a felicidade que é ter um pouco mais, quando antes não tinha nada. Não dá pra ignorar o poder do pão e circo, e da inabilidade de se lidar com um sistema economico paquiderme e instavel, exaurindo os cofres publicos com politicas sociais, forçando um inclusão maior sem formar um alicerce economico confiavel.
O atual partido no poder é a cara do povo brasileiro. Chega a ser assustadora a semelhança de uma instituição com seus governados. O objetivo, que fica mais claro da forma que a governança é imposta, é a manutenção do poder por algumas decadas do partido em si e não da implementação de uma nova era no pais, onde o povo obterá mais justiça social por meio do maciço investimento em setores carentes da sociedade, tal como saneamento basico, saude e educação. De fato, para um politico, estas agendas são perda de tempo, já que só demonstram seu resultado no longo prazo, tempo em que, de acordo com John Maynard Keynes, estaremos todos mortos. Não existe justiça sem se abrir mão da politica.
No Brasil atual, as ondas de consumo norteiam o horizonte economico até o momento onde este não mais se sustentar. O consumo é como um amor avassalador: tem limite. O que resta, depois, é somente um amor comum, um restolho dos excessos da carne. Na economia brasileira ocorrerá o mesmo. Para se manter este nivel de consumo, o governo exagerou nas medidas de credito irrestrito, mantendo juros baixos, gerando fuga de capital, desequilibrando alguns fatores economicos positivos que tinhamos há até 10 anos atrás. O ideal era ter aproveitado a boa maré, e ter investido mais no que é mais necessário. A infraestrutura do país está caotica. Cidades, como São Paulo, estão quase inabitaveis de tão mal planejadas que são. A população cresceu e os serviços publicos não cresceram com ela. A previdencia continua no vermelho e carga tributaria esgana o pescoço do povo, impedindo-o de poupar o minimo de sua renda, que já é engolida pelo Leão e pelos impostos em cascata, injustos e estereis.
A população brasileira, já ciente do ambiente hostil em que vive, está saindo às ruas, mesmo com objetivos generalizados, mas com um foco interessante na melhora do pais como um todo, tentando extinguir este regime pluripartidario estupido, que só dá cobertura para atos ilicitos no legislativo e executivo. Partidos politicos são antros de politicagem vazia, inutil para o povo, e nos nutrem um sentimento de barganha da nação, ou venda e distribuição de cargos publicos, exaurindo ainda mais os cofres publicos. Na veia aberta das finanças publicas, o dracula politico se alimenta constantemente, e propaga seu poder por meio da troca de favores depravados com outros de sua mesma especie. Ao que parece, o povo cansou disso tudo.
No entanto, ainda há uma massa que não pensa, ou melhor, não entende o ambiente politico, ou até é alienada mesmo. Esta massa sofre pelo hiato educacional sob o qual reside, sendo vitima do populismo barato desde os tempo de Vargas. Sinto dizer que estes fazem parte da maioria no pais, e enquanto forem massa de manobra para suinos de paletó, o pais continuará desperdiçando otimas oportunidades ter sangue novo no poder. É hora de esquecer o patriotismo besta, que cega, que aliena, e por o povo para pensar. A imprensa não ajuda, pois é voltada para elites. É notorio o meu pessimismo quanto a alguma mudança no curto prazo no país e muito disso vem do realismo.
Não sou patriota e nem quero ser. Sou só mais um indolente brasileiro que pensa demais e age de menos.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Frases Inócuas, Pessoas Ocas
Sempre tive muitas reservas com mitos e lendas criadas pelas pessoas, nos impondo a idolatria ou adoração forçada por certos personagens da história. Acho esta faceta do ser humano um porre, esta maneira quase que obtusa de não ter a visão macro das coisas, se entregando a acreditar em tudo que é difundido por aí no mundo eletronico e virtual.
Pois bem, fato é que estamos emburrecendo pouco a pouco com a difusão exagerada de idolos transitorios na midia como um todo, especialmente na internet. Parece que Warhol tinha razão, há quarenta e tantos anos atrás, quando dizia que no futuro, todos teriam quinze minutos de fama. Sempre existe um toque de mediocridade nas idolatrias divulgadas a fio, ou seja, os idolos são mediocres, e aqueles que repassam isso a outros, se tornam tanto quanto ou mais mediocre ainda. A coisa anda definhando a tal ponto que fica tão fácil para o Brasil ser o foco principal deste tipo de idolatria torta no mundo, visto que somos uma patria de ignorantes. Ou melhor, uma patria de ignorantes com mais dinheiro na mão, dado o estranho crescimento economico dos ultimos anos, que nos pos em igualdade com potencias economicas historicas, com patamares sociais e educacionais anos luz a frente do nosso.
Algumas destas idiotices são mundiais. Recentemente, um CEO confundido com Rei Midas da tecnologia, se é que isso é possivel, morreu em decorrencia da pior das doenças, o cancer. Nada mais consternador do que ver um homem jovem, rico, e com tanto a contribuir para o mundo morrer de forma tão prematura e definhante. Entretanto, não bastou noticiarmos a morte deste CEO, precisariamos torna-lo um idolo. Sim, um martir da eletronica, um homem que lutou contra as forças de mercado e criou algo revolucionario, indo na contramão das tendencias, embelezou seus produtos e instaurou Mark Ups absurdos , diferenciando seus produtos da media dos concorrentes. Realmente, um homem de visão, este Steve Jobs. Mas não seria muito idolatra-lo?
Não é de hoje que vemos pessoas em redes sociais difundindo frasismos do Mr Jobs, como se ele fosse algum mago da auto ajuda, ou como se tivesse a resposta para os nossos dilemas basicos de gente comum. Tudo isto aconteceu num espaço de menos de um ano após ele morrer, quero dizer, em pouco tempo o cara foi erguido de CEO de uma empresa respeitada a idolo da massa nerd que o agradece por ter criado coisas que fazem a mesma coisa que os concorrentes, só que numa roupagem melhor e com preço maior. Ora, seria para tanto? Não, Steve Jobs não é idolo, não é semiDeus, não é exemplo de auto ajuda a ninguém, e quem leu a sua biografia pode perceber isso com clareza. Ele não era um filantropo, tampouco agia em prol da comunidade com seu poder e influencia, e pelo jeito era bem materialista também, além de avarento. Como podemos idolatra-lo? Que exemplo ele nos passa de homem? Seria somente o sucesso financeiro aquilo que tanto buscamos, para que nos derretamos em idolatria vazia por um homem ambicioso, que nada mais era que um CEO competente? São questões que elucidam a idiotice difundida pelas redes sociais, que apela para ignorancia e pelo desejo de repetir coisas como papagaios unissonos. Steve Jobs nada mais era que um empresário competente e não tinha nada de visionario. Simplesmente dava roupagem melhor a itens que não tinham apelo de consumo a pessoas que não conhecessem profundamente de tecnologia. Querem chamar alguém de visionario, pensem em Leonardo Da Vinci.
Mas ainda falando em redes sociais, nunca vi tanta gente difundindo frases de Willian Shakespeare, Luis Fernando Verissimo, Arnaldo Jabor e agora...Steve Jobs, o frasista. Não é para tanto, as frases de Shakeaspeare são as melhores, pois são todas farsas. O dramaturgo não era frasista, nem filosofo. Não se esqueçam que o mesmo viveu durante o século XVI, e neste periodo não havia questões que pudessem ser aplicadas nos dias de hoje, ao ser humano moderno, cheio de dilemas proprios e diferentes. Enquanto um homem daquele periodo temia a peste e a fome, nós tememos perder nosso seriado favorito diario na TV. Todas as peças de Shakespeare são adpatadas, pois os textos são extremamente sem sentido para nosso raciocinio moderno e rapido. Para se locupletar de uma frase Shakesperiana, o individuo precisa da ajuda de um especialista em literatura inglesa antiga, que adapte o texto para hoje, para que possa fazer algum sentido para nós. Enfim, é tudo embuste. Já Verísismo é um dos maiores enganadores da literatura brasileira, na minha opinião, mas não sou de julgar, há quem goste. O que acontece é que o proprio pede para que parem de difundir frases que não são dele, como a que reconhecer sua propria limitação neste ponto. Já Arnaldo Jabor não é nada mais que um cineasta metido a Truffaut, que ainda pensa ser revolucionario, apelando para termos esquerditas ou para a pura baixaria, assim como nos seus filmes. Vejam sua filmografia e vejam se há algo mais que simples putaria travestida de poesia neles. Enfim, todos não são genios, não são mitos, são homens elevados a este patamar pela ignorancia vigente.
Por fim, não há coisa mais brochante na internet do que o excesso de artistas sem talento que a usam como meio de promoção. Nem vou discutir o "Ai Se Eu Te Pego...", que dá uma nuance clara da fraca profundidade artistica brasileira atual, e nem meninas que fazem videos de si propria em atos sensuais por terem o desejo imenso de serem escolhidas para trabalhos, digamos, pouco ortodoxos. Tampouco podemos esquecer das celebridades de uma semana, como a tal "Luiza, que iria voltar do Canadá...", que ilustra claramente a estupidez de uma classe alta emergente brasileira, ao fazer uma propaganda e dizer isso com uma naturalidade, como se alguém desse a minima. Se sua filha está no Canadá, foda-se! Seria mais interessante pra mim que ela estivesse na Mongolia, comendo topeiras e tomando leite coalhado nas estepes mongois, com tribos nomades. Aí sim, eu ficaria interessado. No entanto, ela só está no Canada, se preparando para ser mais uma patricinha inutil, num pais que exibe um programa como "Mulheres Ricas", como se isso não tivesse efeito ruim o suficiente nas mentes mais jovens. Aliás, a Luiza já deve ter arranjado um namorado canadense, pois brasileiro não combina com a matiz da bolsa dela.
Enfim, quando repetimos tudo aquilo que outros dizem, sem pensarmos se é algo verdadeiro, ou sem sabermos se aquele idolo cibernetico é realmente quem dizem ser, ou se aquele modismo que você sabe que não durará mais de uma semana estiver bombando na sua "rede", não propague. É melhor estar por fora, do que estar por dentro difundindo ignorancia e coisas inuteis. É muito melhor ter senso critico, opinião propria, e usarmos as redes sociais em prol de coisas menos futeis. A popularização dos meios de comunicação deveria nos engrandecer, e não nos "emburrecer". Para cada asno que compartilha uma idiotice, centenas caem do abismo da ignorancia, e quem perde é a nação.
Pois bem, fato é que estamos emburrecendo pouco a pouco com a difusão exagerada de idolos transitorios na midia como um todo, especialmente na internet. Parece que Warhol tinha razão, há quarenta e tantos anos atrás, quando dizia que no futuro, todos teriam quinze minutos de fama. Sempre existe um toque de mediocridade nas idolatrias divulgadas a fio, ou seja, os idolos são mediocres, e aqueles que repassam isso a outros, se tornam tanto quanto ou mais mediocre ainda. A coisa anda definhando a tal ponto que fica tão fácil para o Brasil ser o foco principal deste tipo de idolatria torta no mundo, visto que somos uma patria de ignorantes. Ou melhor, uma patria de ignorantes com mais dinheiro na mão, dado o estranho crescimento economico dos ultimos anos, que nos pos em igualdade com potencias economicas historicas, com patamares sociais e educacionais anos luz a frente do nosso.
Algumas destas idiotices são mundiais. Recentemente, um CEO confundido com Rei Midas da tecnologia, se é que isso é possivel, morreu em decorrencia da pior das doenças, o cancer. Nada mais consternador do que ver um homem jovem, rico, e com tanto a contribuir para o mundo morrer de forma tão prematura e definhante. Entretanto, não bastou noticiarmos a morte deste CEO, precisariamos torna-lo um idolo. Sim, um martir da eletronica, um homem que lutou contra as forças de mercado e criou algo revolucionario, indo na contramão das tendencias, embelezou seus produtos e instaurou Mark Ups absurdos , diferenciando seus produtos da media dos concorrentes. Realmente, um homem de visão, este Steve Jobs. Mas não seria muito idolatra-lo?
Não é de hoje que vemos pessoas em redes sociais difundindo frasismos do Mr Jobs, como se ele fosse algum mago da auto ajuda, ou como se tivesse a resposta para os nossos dilemas basicos de gente comum. Tudo isto aconteceu num espaço de menos de um ano após ele morrer, quero dizer, em pouco tempo o cara foi erguido de CEO de uma empresa respeitada a idolo da massa nerd que o agradece por ter criado coisas que fazem a mesma coisa que os concorrentes, só que numa roupagem melhor e com preço maior. Ora, seria para tanto? Não, Steve Jobs não é idolo, não é semiDeus, não é exemplo de auto ajuda a ninguém, e quem leu a sua biografia pode perceber isso com clareza. Ele não era um filantropo, tampouco agia em prol da comunidade com seu poder e influencia, e pelo jeito era bem materialista também, além de avarento. Como podemos idolatra-lo? Que exemplo ele nos passa de homem? Seria somente o sucesso financeiro aquilo que tanto buscamos, para que nos derretamos em idolatria vazia por um homem ambicioso, que nada mais era que um CEO competente? São questões que elucidam a idiotice difundida pelas redes sociais, que apela para ignorancia e pelo desejo de repetir coisas como papagaios unissonos. Steve Jobs nada mais era que um empresário competente e não tinha nada de visionario. Simplesmente dava roupagem melhor a itens que não tinham apelo de consumo a pessoas que não conhecessem profundamente de tecnologia. Querem chamar alguém de visionario, pensem em Leonardo Da Vinci.
Mas ainda falando em redes sociais, nunca vi tanta gente difundindo frases de Willian Shakespeare, Luis Fernando Verissimo, Arnaldo Jabor e agora...Steve Jobs, o frasista. Não é para tanto, as frases de Shakeaspeare são as melhores, pois são todas farsas. O dramaturgo não era frasista, nem filosofo. Não se esqueçam que o mesmo viveu durante o século XVI, e neste periodo não havia questões que pudessem ser aplicadas nos dias de hoje, ao ser humano moderno, cheio de dilemas proprios e diferentes. Enquanto um homem daquele periodo temia a peste e a fome, nós tememos perder nosso seriado favorito diario na TV. Todas as peças de Shakespeare são adpatadas, pois os textos são extremamente sem sentido para nosso raciocinio moderno e rapido. Para se locupletar de uma frase Shakesperiana, o individuo precisa da ajuda de um especialista em literatura inglesa antiga, que adapte o texto para hoje, para que possa fazer algum sentido para nós. Enfim, é tudo embuste. Já Verísismo é um dos maiores enganadores da literatura brasileira, na minha opinião, mas não sou de julgar, há quem goste. O que acontece é que o proprio pede para que parem de difundir frases que não são dele, como a que reconhecer sua propria limitação neste ponto. Já Arnaldo Jabor não é nada mais que um cineasta metido a Truffaut, que ainda pensa ser revolucionario, apelando para termos esquerditas ou para a pura baixaria, assim como nos seus filmes. Vejam sua filmografia e vejam se há algo mais que simples putaria travestida de poesia neles. Enfim, todos não são genios, não são mitos, são homens elevados a este patamar pela ignorancia vigente.
Por fim, não há coisa mais brochante na internet do que o excesso de artistas sem talento que a usam como meio de promoção. Nem vou discutir o "Ai Se Eu Te Pego...", que dá uma nuance clara da fraca profundidade artistica brasileira atual, e nem meninas que fazem videos de si propria em atos sensuais por terem o desejo imenso de serem escolhidas para trabalhos, digamos, pouco ortodoxos. Tampouco podemos esquecer das celebridades de uma semana, como a tal "Luiza, que iria voltar do Canadá...", que ilustra claramente a estupidez de uma classe alta emergente brasileira, ao fazer uma propaganda e dizer isso com uma naturalidade, como se alguém desse a minima. Se sua filha está no Canadá, foda-se! Seria mais interessante pra mim que ela estivesse na Mongolia, comendo topeiras e tomando leite coalhado nas estepes mongois, com tribos nomades. Aí sim, eu ficaria interessado. No entanto, ela só está no Canada, se preparando para ser mais uma patricinha inutil, num pais que exibe um programa como "Mulheres Ricas", como se isso não tivesse efeito ruim o suficiente nas mentes mais jovens. Aliás, a Luiza já deve ter arranjado um namorado canadense, pois brasileiro não combina com a matiz da bolsa dela.
Enfim, quando repetimos tudo aquilo que outros dizem, sem pensarmos se é algo verdadeiro, ou sem sabermos se aquele idolo cibernetico é realmente quem dizem ser, ou se aquele modismo que você sabe que não durará mais de uma semana estiver bombando na sua "rede", não propague. É melhor estar por fora, do que estar por dentro difundindo ignorancia e coisas inuteis. É muito melhor ter senso critico, opinião propria, e usarmos as redes sociais em prol de coisas menos futeis. A popularização dos meios de comunicação deveria nos engrandecer, e não nos "emburrecer". Para cada asno que compartilha uma idiotice, centenas caem do abismo da ignorancia, e quem perde é a nação.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
A Cilada da Balada
Há tempos não postava por simplesmente não querer postar. Definitivamente não tenho tido nada muito importante a dizer, mesmo porque a vida tem se tornado algo demasiado estatico e estagnado. Coisas da idade, que vem chegando juntamente com uma certa tiriça, um desapego a certos eventos e encontros. Os excessos são trocados por coisas mais equilibradas, atividades mais serenas, que ajudam a relaxar, ao invés de nos tornar mais estressados, sem percebermos.
Mas não é sobre a idade que quero discorrer. Isso já fiz demais. Quero filosofar sobre as formas de diversão, do termo em latim divertere, que significa distrair, abstrair-se da realidade por um dado momento. Eu entendo que todos tenham a sua propria formula de distração divertida, por assim dizer. Contudo, há uma que me chama muito a atenção, pois junta duas coisas interessantes: a diversão e a paquera. Está no instinto humano o flerte. É normal buscarmos o parceiro em situações de prazer, como em sair para dançar.
A dança é uma forma de se expressar sensualmente. De alguma forma, a pessoa que está dançando quer passar um viés de sensualidade, seja para seu parceiro, ou para alguém que estiver ao redor, ou assistindo. Sempre saí com amigos, namorada etc... para danceterias, e é um tipo de diversão que me agrada. No entanto, cabem algumas conclusões sobre este tipo de distração, bem peculiar nos dias de hoje. Afinal de contas, as casas noturnas deste tipo se proliferam, e ganharam status de "club", ou "joint", ou qualquer outro nome destes que beiram o absurdo do anglicismo.
Pra começar, quando se escolhe um estabelecimento de ponta - ninguém quer ir num local onde ninguém vá - você se depara com uma fila que não anda. É impressionante, mas a imagem que a casa noturna passa é que eles não te querem lá, a não ser que voce seja uma mulher solteira e bonita, o que te faz muito desejável aos olhos dos administradores do local. Não se esqueçam que, estabelecimentos como este, vivem de imagem. Passando pela fila, depois de uma hora ou mais, temos que aguentar a cara feia dos "leões de chácara" que promovem a segurança destes antros. Todos eles engravatados em seus ternos a la Men in Black, com um ponto eletronico nos ouvidos, eles te olham sempre como se voce fosse um potencial risco para a casa. Voce pode estar vestido com a melhor roupa do mundo, chegar de carro importado, mas se voce é homem, solteiro e feio, se prepare para levar olhares nervosos de seguranças loucos pra te por numa gravata, e te botar na rua.
Mas tudo bem, pra não dizer que não falei das flores, tudo tem seu lado positivo. Ao andentrar finalmente o recinto, a visão é estarrecedora. Mulheres muito bem maquiadas, com seus vestidinhos curtos e sapatos altos. Tudo combinando, até mesmo os cabelos alisados, com luzes. Os perfumes são variados, mas inebriantes, tanto quanto as variadas bebidas alcolicas que elas carregam em suas mãos delicadas. Por vezes penso se alguém estaria disposto a encarar uma diversão destas sem se intoxicar de alguma forma. É só um pensamento... .
Olhar estes exemplares de jovialidade, todas descoladas, com personalidades marcantes, dado o bom nivel socioeconomico atual e a liberação feminina latente do século XXI, é um deleite para os olhos. Entretanto, de flores eu já falei, devo prosseguir com a marcha funebre em forma de diversão. Lembram-se quando disse que, por vezes, os donos do estabelecimento parecem não te querer por lá? Pois bem, é possivel ter mais uma prova disso quando precisamos beber alguma coisa. Voce pede sua bebida, e o barman te ignora. Você estica sua comanda, pede a bebida de novo o cara te ignora. Quando finalmente, ele te vê, aparece uma moça estonteante, e ele, com esperanças de algo com ela, a serve primeiro. Dá vontade de se rebelar, mas não se esqueça: seguranças.
Voce espera o cara ter a boa vontade de te servir, quando de repente, encosta no balcão um "brother" do barman. Aí a coisa vira experiencia surreal. Eles papeiam, o amigo veste uma camiseta polo agarradinha, tipo mauriçola de academia, aquele que quer mostrar que anda de carro importado, mas não deixa o verdadeiro carro com nenhum vallet, nem em frente a balada, se é que voces me entendem. Neste meio tempo, o barman já serviu toda a sua horda de mulheres gostosas e brothers, e só sobrou você. Quando você decide o que quer beber, ele diz não ter. Que seja uma cerveja, então. A mais cretina das bebidas, à mais cretina das diversões.
Encerrado o episodio da bebida, ou melhor, ele se repetirá por toda a noite, vamos dançar um pouco. Me lembro que, quando era adolescente, a fumaça nestes ambientes era sufocante. Naquele tempo, o cigarro era livre em locais fechados. Quem não fumava, era visto como bobo. Imaginem o nivel de desconforto. Enfim, todo o ambiente destes locais é feito para disfarçar a realidade de você. Quanto mais eles te privarem dos seus sentidos, mais eles te venderão bebidas e mais voce pensará estar se divertindo. As luzes estroboscopicas, a musica repetitiva industrial...até mesmo a temperatura - beirando o Saara - são feitos pra que voce consuma mais. Repetindo, se estivesse sobrio, provavelmente não duraria naquele local por nem uma hora.
A privação de sentidos dura até o momento onde um homem decide que é hora de flertar. Engraçado, mas ir a um evento destes, do tipo dançante, é complicado para os homens. É muita testosterona no ar, com as beldades, já citadas acima, balançando seus corpos, ajudadas pelo efeito de pouca luz, que esconde muitas imperfeições. Não há como não ver homens pendurados aos ouvidos da moças - a musica é muito alta, não é local pra conversas - cuspindo, falando alto, pelo efeito da bebida, tentando dizer algo que possa despertar o interesse da moça - que não seja a sua aparencia - em menos de um minuto. É como uma prova dos 100 m rasos da conquista. Quem falar menos merda em menor tempo consegue, ao menos, um beijo de premio.
A aparencia é algo a se filosofar. Claramente, a paquera, nestes locais, é toda baseada no conceito de aparencia. Fica dificil ser atraente ao parceiro de outra forma. Se voce vai chegar gaguejando, bebado, suado e com a roupinha errada - tem que ser uma polo agarradinha, numerada e com brasão - vai fatalmente entrar na fila do não. Aliás, o "não" é a palavra mais dita no local. Tem que ser muito perseverante pra se dar bem por ali. As mulheres ainda podem se maquiar, usar cintas, saltos altos, vestidos curtos...os homens, no entanto, não contam com nada disso. Se for feio, tá na "roça", vulgarmente falando. O jeito é malhar e fechar a boca.
Depois deste programão, lá pelos confins da madrugada, voce olha ao redor, naquele fim de festa, e dá aquela desolação. Não só pelo valor da comanda, que poderia te comprar muito mais que uma dança, umas cervejas e alguns nãos (pra manjar esta tem que ter a mente poluida), mas também pela visão horrenda de gente embriagada, meninas gritando, e rapazes se estranhando a cada esbarrão. Quando tem um quiprocó, o segurança, projetinho de animal de UFC ou MMA, usa de toda a sua delicadeza para praticamente matar os autores da confusão, antes de expulsa-los pra se matarem na rua. A imprensa não cansa de noticiar fatos destes.
Por fim, voce resolve encerrar a noite, paga sua comanda inchada, sai de lá surdo, tonto, sem voz e com a sensação que pagou pra ser maltratado. É algo meio masoquista, numa geração de sadicos. Faz a gente pensar... Enfim, fazemos a equação da empreitada, e chego a triste conclusão que não me diverti. Os conceitos de diversão, distração, seja lá como chame, são muito diferentes, de pessoa pra pessoa. A vida, no entanto, nos ensina que isto tudo cansa, e não diverte, por isso citei a idade. Ela nos mostra que a diversão passa muito pela qualidade das coisas, das companhias. Dançar é ótimo, faz bem ao corpo e ao espirito, mas é uma questão de ambiente. Num local fétido, escuro, com musica alta, excesso de gente, calor escaldante, banheiro lotado e com atendimento de quinta, a dança certamente não é prazeirosa. Beira o ridiculo. Realmente, tenho estado estagnado, mas a minha mente não para. É possivel flertar em outros lugares, com muito mais atrativos que não seja a flagrante beleza, superficial e pouco util nas relações humanas. Se fosse indicar alguma coisa pra te divertir, fuja de casas noturnas do tipo citado no texto. Vá fazer uma massagem, sei lá. É divertido ser esfregado, beslicado e apertado com oleos e essencias. Vão por mim, é bem divertido!
Mas não é sobre a idade que quero discorrer. Isso já fiz demais. Quero filosofar sobre as formas de diversão, do termo em latim divertere, que significa distrair, abstrair-se da realidade por um dado momento. Eu entendo que todos tenham a sua propria formula de distração divertida, por assim dizer. Contudo, há uma que me chama muito a atenção, pois junta duas coisas interessantes: a diversão e a paquera. Está no instinto humano o flerte. É normal buscarmos o parceiro em situações de prazer, como em sair para dançar.
A dança é uma forma de se expressar sensualmente. De alguma forma, a pessoa que está dançando quer passar um viés de sensualidade, seja para seu parceiro, ou para alguém que estiver ao redor, ou assistindo. Sempre saí com amigos, namorada etc... para danceterias, e é um tipo de diversão que me agrada. No entanto, cabem algumas conclusões sobre este tipo de distração, bem peculiar nos dias de hoje. Afinal de contas, as casas noturnas deste tipo se proliferam, e ganharam status de "club", ou "joint", ou qualquer outro nome destes que beiram o absurdo do anglicismo.
Pra começar, quando se escolhe um estabelecimento de ponta - ninguém quer ir num local onde ninguém vá - você se depara com uma fila que não anda. É impressionante, mas a imagem que a casa noturna passa é que eles não te querem lá, a não ser que voce seja uma mulher solteira e bonita, o que te faz muito desejável aos olhos dos administradores do local. Não se esqueçam que, estabelecimentos como este, vivem de imagem. Passando pela fila, depois de uma hora ou mais, temos que aguentar a cara feia dos "leões de chácara" que promovem a segurança destes antros. Todos eles engravatados em seus ternos a la Men in Black, com um ponto eletronico nos ouvidos, eles te olham sempre como se voce fosse um potencial risco para a casa. Voce pode estar vestido com a melhor roupa do mundo, chegar de carro importado, mas se voce é homem, solteiro e feio, se prepare para levar olhares nervosos de seguranças loucos pra te por numa gravata, e te botar na rua.
Mas tudo bem, pra não dizer que não falei das flores, tudo tem seu lado positivo. Ao andentrar finalmente o recinto, a visão é estarrecedora. Mulheres muito bem maquiadas, com seus vestidinhos curtos e sapatos altos. Tudo combinando, até mesmo os cabelos alisados, com luzes. Os perfumes são variados, mas inebriantes, tanto quanto as variadas bebidas alcolicas que elas carregam em suas mãos delicadas. Por vezes penso se alguém estaria disposto a encarar uma diversão destas sem se intoxicar de alguma forma. É só um pensamento... .
Olhar estes exemplares de jovialidade, todas descoladas, com personalidades marcantes, dado o bom nivel socioeconomico atual e a liberação feminina latente do século XXI, é um deleite para os olhos. Entretanto, de flores eu já falei, devo prosseguir com a marcha funebre em forma de diversão. Lembram-se quando disse que, por vezes, os donos do estabelecimento parecem não te querer por lá? Pois bem, é possivel ter mais uma prova disso quando precisamos beber alguma coisa. Voce pede sua bebida, e o barman te ignora. Você estica sua comanda, pede a bebida de novo o cara te ignora. Quando finalmente, ele te vê, aparece uma moça estonteante, e ele, com esperanças de algo com ela, a serve primeiro. Dá vontade de se rebelar, mas não se esqueça: seguranças.
Voce espera o cara ter a boa vontade de te servir, quando de repente, encosta no balcão um "brother" do barman. Aí a coisa vira experiencia surreal. Eles papeiam, o amigo veste uma camiseta polo agarradinha, tipo mauriçola de academia, aquele que quer mostrar que anda de carro importado, mas não deixa o verdadeiro carro com nenhum vallet, nem em frente a balada, se é que voces me entendem. Neste meio tempo, o barman já serviu toda a sua horda de mulheres gostosas e brothers, e só sobrou você. Quando você decide o que quer beber, ele diz não ter. Que seja uma cerveja, então. A mais cretina das bebidas, à mais cretina das diversões.
Encerrado o episodio da bebida, ou melhor, ele se repetirá por toda a noite, vamos dançar um pouco. Me lembro que, quando era adolescente, a fumaça nestes ambientes era sufocante. Naquele tempo, o cigarro era livre em locais fechados. Quem não fumava, era visto como bobo. Imaginem o nivel de desconforto. Enfim, todo o ambiente destes locais é feito para disfarçar a realidade de você. Quanto mais eles te privarem dos seus sentidos, mais eles te venderão bebidas e mais voce pensará estar se divertindo. As luzes estroboscopicas, a musica repetitiva industrial...até mesmo a temperatura - beirando o Saara - são feitos pra que voce consuma mais. Repetindo, se estivesse sobrio, provavelmente não duraria naquele local por nem uma hora.
A privação de sentidos dura até o momento onde um homem decide que é hora de flertar. Engraçado, mas ir a um evento destes, do tipo dançante, é complicado para os homens. É muita testosterona no ar, com as beldades, já citadas acima, balançando seus corpos, ajudadas pelo efeito de pouca luz, que esconde muitas imperfeições. Não há como não ver homens pendurados aos ouvidos da moças - a musica é muito alta, não é local pra conversas - cuspindo, falando alto, pelo efeito da bebida, tentando dizer algo que possa despertar o interesse da moça - que não seja a sua aparencia - em menos de um minuto. É como uma prova dos 100 m rasos da conquista. Quem falar menos merda em menor tempo consegue, ao menos, um beijo de premio.
A aparencia é algo a se filosofar. Claramente, a paquera, nestes locais, é toda baseada no conceito de aparencia. Fica dificil ser atraente ao parceiro de outra forma. Se voce vai chegar gaguejando, bebado, suado e com a roupinha errada - tem que ser uma polo agarradinha, numerada e com brasão - vai fatalmente entrar na fila do não. Aliás, o "não" é a palavra mais dita no local. Tem que ser muito perseverante pra se dar bem por ali. As mulheres ainda podem se maquiar, usar cintas, saltos altos, vestidos curtos...os homens, no entanto, não contam com nada disso. Se for feio, tá na "roça", vulgarmente falando. O jeito é malhar e fechar a boca.
Depois deste programão, lá pelos confins da madrugada, voce olha ao redor, naquele fim de festa, e dá aquela desolação. Não só pelo valor da comanda, que poderia te comprar muito mais que uma dança, umas cervejas e alguns nãos (pra manjar esta tem que ter a mente poluida), mas também pela visão horrenda de gente embriagada, meninas gritando, e rapazes se estranhando a cada esbarrão. Quando tem um quiprocó, o segurança, projetinho de animal de UFC ou MMA, usa de toda a sua delicadeza para praticamente matar os autores da confusão, antes de expulsa-los pra se matarem na rua. A imprensa não cansa de noticiar fatos destes.
Por fim, voce resolve encerrar a noite, paga sua comanda inchada, sai de lá surdo, tonto, sem voz e com a sensação que pagou pra ser maltratado. É algo meio masoquista, numa geração de sadicos. Faz a gente pensar... Enfim, fazemos a equação da empreitada, e chego a triste conclusão que não me diverti. Os conceitos de diversão, distração, seja lá como chame, são muito diferentes, de pessoa pra pessoa. A vida, no entanto, nos ensina que isto tudo cansa, e não diverte, por isso citei a idade. Ela nos mostra que a diversão passa muito pela qualidade das coisas, das companhias. Dançar é ótimo, faz bem ao corpo e ao espirito, mas é uma questão de ambiente. Num local fétido, escuro, com musica alta, excesso de gente, calor escaldante, banheiro lotado e com atendimento de quinta, a dança certamente não é prazeirosa. Beira o ridiculo. Realmente, tenho estado estagnado, mas a minha mente não para. É possivel flertar em outros lugares, com muito mais atrativos que não seja a flagrante beleza, superficial e pouco util nas relações humanas. Se fosse indicar alguma coisa pra te divertir, fuja de casas noturnas do tipo citado no texto. Vá fazer uma massagem, sei lá. É divertido ser esfregado, beslicado e apertado com oleos e essencias. Vão por mim, é bem divertido!
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
A "Imunização" Racional
Pafraseando Tim Maia no titulo, parte de uma das suas musicas inspiradoras, eu pergunto: Onde esteve a razão, quando mais precisei dela? Não sei. Por trás do meu subconsciente, havia um lado racional louco para tomar meu ser como num estado de sitio. Estava anestesiado, amortecido, sei lá, não sentia mais o sangue pulsando nas veias, aquela sensação de poder tomar o mundo para mim, e dele fazer o que quiser. Estar racional é estar ciente dos seus poderes e fracassos, analisando-os antes que os mesmos fujam do controle. Ser racional é ser, acima de tudo, uma fera domada, como um leão enjaulado, mas conhecedor da sua fácil situação de entreter em troca de alimento.
Eu estive irracional por muito tempo. Me perdia em devaneios sem a maior preocupação coma solidez das minha idéias, sem compromissos com o aterramento dos sonhos, cada vez mais incriveis, menos focados no conceito mais basico de realidade. Foi um duro golpe sentir a racionalidade chegando, ao me arrepender de ter sonhado tanto e agido tão pouco. A falha do homem moderno é não agir na hora certa, e retomar as rédeas de sua vida. É aí que as falhas começam a ocorrer, como uma avalanche de estupidez, a correr morro abaixo, na sua firmeza emocional.
Contudo, sonhar faz parte. Quem não sonha, não flerta com a realidade, mas também não consegue solidificar objetivos. Muitos deles se realizam se você mentaliza os mesmos num cenario real, mas o problema é se perder nestes devaneios. Deixar-se levar por coisas intangiveis, ou então muito pouco embasadas na realidade. Aí nos perdemos de vez, e passamos somente a viver fantasiosamente, e nada mais. Não cheguei a me perder, mas perdi muito tempo tentando materializar o impossivel.
Daqui pra frente, só pensarei naquilo que é palpavel, que condiga com minhas capacidades. O racional impera nos homens de boa indole, que perfazem o caminho certo nas suas atitudes. O racional não chora por não ter conseguido, e sim por não ter tentado. Se faz clara a noção que viver as expectativas mais terrenas gera menos sofrimento e nos impõe mais alegrias duradouras, que por consequencia, nos livram de problemas. Estar racional é ser livre, por que não? Triste é o homem que fica preso, encarcerado, em seus sonhos mais profundos e impossiveis de serem realizados. É, sim, uma prisão desumana, esta, de sonhar alto demais, sem expectativas de realização.
Liberdade racional é estar consciente que viver mais um dia é tão ou mais interessante que ficar esperando algo por meses a fio, sem que nada mude. O sujeito da mudança na vida de alguém é o proprio dono da mesma, ou seja, ninguém muda a vida de ninguém senão ele próprio. É fato que a racionalidade faz que esperemos menos das outras pessoas, e exijamos mais de nós mesmos. Pessoas sonhadoras demais esperam que a felicidade (termo que odeio, mas que existe, sem duvidas) venha atrás de si, e não procuram alcança-la, gerando frustração nas suas almas. O racional persegue sua felicidade com objetividade, sem se desviar dela ou se frustrar pela mesma estar distante.
Eu já não espero nada dos outros. Se quero algo, vou atrás. Garantir seus desejos é reconfortante, e a expectativa de fracasso é atenuada pela sensação que se o mesmo vier, só virá para você, e ninguém mais. O fracasso é uma opção, sempre. E dele tiro lições eternas para não fracassar de novo. Se fosse sonhador, estaria me açoitando pelo fato de ter fracassado, e ficaria pensando como seria se, pelo contrário, tivesse sucedido, perdendo preciosos momentos para tentar de novo. Refletir não é ruim, mas ficar preso a uma convicção sem base, é uma idiotice, e fere o principio da racionalidade humana.
Por fim, ser racional não é ser ruim. É saber enfrentar as adversidades sem perder o controle emocional, pura e simplesmente. Assim me tornei, assim desejo estar daqui em diante. Planejar o dia de amanhã é bom, mas sem se enganar, sem ficar se preocupando como será ou como seria, simplesmente planejar. O resultado somente depende se você estava certo, ou não. Dentre as duas opções, a unica certeza é de que a racionalidade vai trazer frutos, e nenhum deles será gerado pela falta de convicção.
Eu estive irracional por muito tempo. Me perdia em devaneios sem a maior preocupação coma solidez das minha idéias, sem compromissos com o aterramento dos sonhos, cada vez mais incriveis, menos focados no conceito mais basico de realidade. Foi um duro golpe sentir a racionalidade chegando, ao me arrepender de ter sonhado tanto e agido tão pouco. A falha do homem moderno é não agir na hora certa, e retomar as rédeas de sua vida. É aí que as falhas começam a ocorrer, como uma avalanche de estupidez, a correr morro abaixo, na sua firmeza emocional.
Contudo, sonhar faz parte. Quem não sonha, não flerta com a realidade, mas também não consegue solidificar objetivos. Muitos deles se realizam se você mentaliza os mesmos num cenario real, mas o problema é se perder nestes devaneios. Deixar-se levar por coisas intangiveis, ou então muito pouco embasadas na realidade. Aí nos perdemos de vez, e passamos somente a viver fantasiosamente, e nada mais. Não cheguei a me perder, mas perdi muito tempo tentando materializar o impossivel.
Daqui pra frente, só pensarei naquilo que é palpavel, que condiga com minhas capacidades. O racional impera nos homens de boa indole, que perfazem o caminho certo nas suas atitudes. O racional não chora por não ter conseguido, e sim por não ter tentado. Se faz clara a noção que viver as expectativas mais terrenas gera menos sofrimento e nos impõe mais alegrias duradouras, que por consequencia, nos livram de problemas. Estar racional é ser livre, por que não? Triste é o homem que fica preso, encarcerado, em seus sonhos mais profundos e impossiveis de serem realizados. É, sim, uma prisão desumana, esta, de sonhar alto demais, sem expectativas de realização.
Liberdade racional é estar consciente que viver mais um dia é tão ou mais interessante que ficar esperando algo por meses a fio, sem que nada mude. O sujeito da mudança na vida de alguém é o proprio dono da mesma, ou seja, ninguém muda a vida de ninguém senão ele próprio. É fato que a racionalidade faz que esperemos menos das outras pessoas, e exijamos mais de nós mesmos. Pessoas sonhadoras demais esperam que a felicidade (termo que odeio, mas que existe, sem duvidas) venha atrás de si, e não procuram alcança-la, gerando frustração nas suas almas. O racional persegue sua felicidade com objetividade, sem se desviar dela ou se frustrar pela mesma estar distante.
Eu já não espero nada dos outros. Se quero algo, vou atrás. Garantir seus desejos é reconfortante, e a expectativa de fracasso é atenuada pela sensação que se o mesmo vier, só virá para você, e ninguém mais. O fracasso é uma opção, sempre. E dele tiro lições eternas para não fracassar de novo. Se fosse sonhador, estaria me açoitando pelo fato de ter fracassado, e ficaria pensando como seria se, pelo contrário, tivesse sucedido, perdendo preciosos momentos para tentar de novo. Refletir não é ruim, mas ficar preso a uma convicção sem base, é uma idiotice, e fere o principio da racionalidade humana.
Por fim, ser racional não é ser ruim. É saber enfrentar as adversidades sem perder o controle emocional, pura e simplesmente. Assim me tornei, assim desejo estar daqui em diante. Planejar o dia de amanhã é bom, mas sem se enganar, sem ficar se preocupando como será ou como seria, simplesmente planejar. O resultado somente depende se você estava certo, ou não. Dentre as duas opções, a unica certeza é de que a racionalidade vai trazer frutos, e nenhum deles será gerado pela falta de convicção.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Mulheres, Insatisfeitas Mulheres.
Certa vez, conversando informalmente com homens mais velhos que eu, já na casa dos 60 anos, falávamos sobre o papel do homem na sociedade e como isto vem mudando com o passar das gerações. - Mas e a mulher? perguntei. É fato que muitas coisas mudaram, outras nem tanto, mas o papel da mulher na sociedade mudou radicalmente, num 180° quase que completo de 100 anos pra cá.
Havia um tempo, onde o sonho de uma mulher era casar-se, simplesmente. Especialmente no periodo Vitoriano, do início do século XX, a mulher tinha um papel minimo na sociedade, se limitando aos seus afazeres domésticos e suas funções mais básicas. Já a partir da década de 1920, o cinema proporcionou uma evolução tremenda no papel da mulher, transformando-a não só num ser com direitos, mas numa entidade provida de poderes, não só de sedução, mas de opinar, dar diretrizes e ser protagonista numa modernidade emergente desta primeira parte do século XX. Neste periodo a expressão artistica feminina, tanto nas artes plásticas, como nas visuais e líricas foram de extrema importância.
Dando um baita salto na história, chegamos ao movimento feminista das décadas de 1960 e 1970, que trouxeram de vez a mulher para a igualdade tão sonhada de direitos, que a inseriria num pacote de atividades e funções antes nunca desempenhadas na história da humanidade. De repente, bombavam mulheres profissionais, que se desdobravam em busca de seu sucesso em suas áreas de atuação, e contraditoriamente, mantendo aquela coisa ludica do sonho do casamento, dos filhos, da familia etc...Sexualmente, com o advento da pilula, a liberdade sexual (entenda-se sexo sem compromisso) passou a ser mais viável para as mulheres que antes viam as suas possibilidades reduzidas, sob o risco de ser mãe solteira. A partir daí, na minha visão, o papel do homem começou a ser afetado.
De provedor a mero acessório - dos muitos carregados pelas mulheres - o homem vem perdendo sua importância para a vida delas, muitas vezes tendo que mudar para não se tornar um parea. No dias de hoje, o poder feminino é flagrante. Não só na presidencia da nação, mas em todos os setores, vemos mulheres presentes trabalhando e competindo neste mundo cruel com homens desejosos de uma oportunidade de crescer na vida. As faculdades estão abarrotadas delas, que no passado, faziam cursos como psicologia, medicina e letras. Hoje fazem de tudo, até mesmo engenharia, uma área predominantemente masculina.
O lado lúdico ainda persiste, e as mulheres ainda sonham com o tão badalado enlace, mas de uma forma diferente. O tipico homem desejado por elas mudou, e os machões de outrora não têm vez. Por terem conquistado tudo, hoje estão mais seletivas. Não desejam simplesmente só que um homem seja provedor, másculo, inteligente ou que tenha poder. O que elas querem é um homem que seja um pouco como elas, mais feminino, que entenda suas decepções com as pressões dobradas que têm hoje, com trabalho, filhos, casa etc. Querem homens que se cuidem, não se larguem, que frequentem academia, que sejam vaidosos, sarados, inteligentes, bem apessoados, ricos, notórios, com emprego estável, com bom humor, sem pelos corporais, sem mau cheiro, com cabelo vasto, talentoso, criativo...enfim, um super homem, que permeia suas atitudes não só pelo seu lado masculino, ou feminino, e sim num limbo que cria uma nova espécie de homem, moldado pelas femeas de hoje, mais descoladas e sabedoras do seu poder na sociedade.
Restam aos homens compreederem que suas atitudes não mais agradam a esta mulher cheia de vontades. Ou se adaptam, ou se perdem na solidão. A mulher lida melhor com isso, sabe ser sozinha sem ser infeliz. Para o homem, que sempre se acostumou a ter companheiras no passado, a solidão é um cancer que mata cedo. É mister para o novo homem ser mais feminino. Ou seja, ir às compras com ela, ir ao salão com ela, chorar quando ela chora, engravidar (nem que seja pra carregar um saco de arroz de 5kg na barriga durante a gravidez dela), curtir as TPM´s cada vez piores - pois elas estão sob um estresse muito maior - e não reclamar quando elas não quiserem sexo por muito tempo, alegando problemas que nunca passariam pela cabeça de nenhum homem de verdade.
Claro que o parágrafo acima está cheio de ironias, mas que querem exemplificar uma realidade que está presente. Naquela conversa, informal, com os homens de mais de 60, os mesmos concluiram da seguinte forma, ao se direcionarem a mim, após deliberarem sobre o assunto: - Rapaz, ainda bem que não tenho a sua idade, a mulherada de hoje não dá pra aguentar. Eu, cheio de mim, já com meu burro na sombra, virei para meu filho mais velho, que ainda não sabe o que é uma mulher, e disse: - Filho, boa sorte com as mulheres , você vai precisar.
Havia um tempo, onde o sonho de uma mulher era casar-se, simplesmente. Especialmente no periodo Vitoriano, do início do século XX, a mulher tinha um papel minimo na sociedade, se limitando aos seus afazeres domésticos e suas funções mais básicas. Já a partir da década de 1920, o cinema proporcionou uma evolução tremenda no papel da mulher, transformando-a não só num ser com direitos, mas numa entidade provida de poderes, não só de sedução, mas de opinar, dar diretrizes e ser protagonista numa modernidade emergente desta primeira parte do século XX. Neste periodo a expressão artistica feminina, tanto nas artes plásticas, como nas visuais e líricas foram de extrema importância.
Dando um baita salto na história, chegamos ao movimento feminista das décadas de 1960 e 1970, que trouxeram de vez a mulher para a igualdade tão sonhada de direitos, que a inseriria num pacote de atividades e funções antes nunca desempenhadas na história da humanidade. De repente, bombavam mulheres profissionais, que se desdobravam em busca de seu sucesso em suas áreas de atuação, e contraditoriamente, mantendo aquela coisa ludica do sonho do casamento, dos filhos, da familia etc...Sexualmente, com o advento da pilula, a liberdade sexual (entenda-se sexo sem compromisso) passou a ser mais viável para as mulheres que antes viam as suas possibilidades reduzidas, sob o risco de ser mãe solteira. A partir daí, na minha visão, o papel do homem começou a ser afetado.
De provedor a mero acessório - dos muitos carregados pelas mulheres - o homem vem perdendo sua importância para a vida delas, muitas vezes tendo que mudar para não se tornar um parea. No dias de hoje, o poder feminino é flagrante. Não só na presidencia da nação, mas em todos os setores, vemos mulheres presentes trabalhando e competindo neste mundo cruel com homens desejosos de uma oportunidade de crescer na vida. As faculdades estão abarrotadas delas, que no passado, faziam cursos como psicologia, medicina e letras. Hoje fazem de tudo, até mesmo engenharia, uma área predominantemente masculina.
O lado lúdico ainda persiste, e as mulheres ainda sonham com o tão badalado enlace, mas de uma forma diferente. O tipico homem desejado por elas mudou, e os machões de outrora não têm vez. Por terem conquistado tudo, hoje estão mais seletivas. Não desejam simplesmente só que um homem seja provedor, másculo, inteligente ou que tenha poder. O que elas querem é um homem que seja um pouco como elas, mais feminino, que entenda suas decepções com as pressões dobradas que têm hoje, com trabalho, filhos, casa etc. Querem homens que se cuidem, não se larguem, que frequentem academia, que sejam vaidosos, sarados, inteligentes, bem apessoados, ricos, notórios, com emprego estável, com bom humor, sem pelos corporais, sem mau cheiro, com cabelo vasto, talentoso, criativo...enfim, um super homem, que permeia suas atitudes não só pelo seu lado masculino, ou feminino, e sim num limbo que cria uma nova espécie de homem, moldado pelas femeas de hoje, mais descoladas e sabedoras do seu poder na sociedade.
Restam aos homens compreederem que suas atitudes não mais agradam a esta mulher cheia de vontades. Ou se adaptam, ou se perdem na solidão. A mulher lida melhor com isso, sabe ser sozinha sem ser infeliz. Para o homem, que sempre se acostumou a ter companheiras no passado, a solidão é um cancer que mata cedo. É mister para o novo homem ser mais feminino. Ou seja, ir às compras com ela, ir ao salão com ela, chorar quando ela chora, engravidar (nem que seja pra carregar um saco de arroz de 5kg na barriga durante a gravidez dela), curtir as TPM´s cada vez piores - pois elas estão sob um estresse muito maior - e não reclamar quando elas não quiserem sexo por muito tempo, alegando problemas que nunca passariam pela cabeça de nenhum homem de verdade.
Claro que o parágrafo acima está cheio de ironias, mas que querem exemplificar uma realidade que está presente. Naquela conversa, informal, com os homens de mais de 60, os mesmos concluiram da seguinte forma, ao se direcionarem a mim, após deliberarem sobre o assunto: - Rapaz, ainda bem que não tenho a sua idade, a mulherada de hoje não dá pra aguentar. Eu, cheio de mim, já com meu burro na sombra, virei para meu filho mais velho, que ainda não sabe o que é uma mulher, e disse: - Filho, boa sorte com as mulheres , você vai precisar.
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